domingo, 27 de setembro de 2015

FIV pelo plano de saúde

Meninas, sempre que tenho uma historia legal venho contar para incentivar voces e mostrar que o positivo é questão de batalhar. E acho que todas já estão acostumadas e estão sempre esperando uma história nova. Quando vêem "a historia da fulana parte 1", ja sabem que na parte final vai ter neném, nosso pote de ouro no final do arco iris. Hoje a historia será diferente! Venho aqui falar por cima da história da Amanda. Ela ainda vai voltar, e prometo que será em muito breve, para contar a historia dela com o positivo. Alias, ja adianto que acho que ela vai ser mãe de gêmeos. Sei lá, sempre achei isso. Apesar que nos ultimos dois positivos, errei feio o sexo. rsrsrsrsrsrsrs A Amanda já fez IA, ja fez FIV, ja fez TEC. Já mudou de medico. Sim, foi pra dra. Ja chorou muito. Inclusive tempos atras, estava cabisbaixa, desanimada, cansada. Mas ela está muito animada e ela acaba de vencer uma etapa muito importante do tratamento dela. E de todas nós. O marido dela, que é advogado especializado em Direito Civil, entrou com uma ação na justiça, exigindo que o plano de saúde pagasse todo o tratamento na dra. E eles conseguiram uma liminar para a cobertura de TODO O TRATAMENTOOOOOOO. A decisão do Tribunal de Justiça já saiu e assim que a menstruação descer, eles vão começar o tratamento. Foi uma decisão com base em mil relatórios, e alguns estudos do marido. Quem tiver interesse, me peça inbox que eu passo o email dele. Um dos maiores pesos do tratamento é a facada que ele é. É muita grana!! Se conseguirmos aliviar isso... que sonho!!! Então, se vc está se questionando como pagar o tratamento de uma FIV, se o plano de saude cobre.... essa é a solução. Um bom advogado pode fazer esse sonho mais curto e bem menos doído. Bom né? Bora torcer para a história da Amanda aparecer aqui rapidinhooooooooo

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Sobre autismo e asperger

Meninas, conforme disse num post anterior, sigo no mamis os posts de uma mae que o filho tem asperger. Ela se chama karina e escreve deliciosamente bem. mas antes de republicar os posts dela aqui no blog, pedi autorizacao, e ela, fofa, disse que "sim, claro!" Seguem alguns posts que vcs podem se basear para identificar algumas criancas. Lembrando que o quanto antes o bebe for diagnosticado, melhor! Deliciem-se com a Karina! "Falando um pouco sobre Autismo! Mamis, diagnostiquei meu filho quando tinha um ano e 3 meses! Eu mesma descobri! Se eu fosse atrás do pediatra dele, formado pela USP, consulta bem cara, enfim, meu filho teria perdido um tempo precioso! Começou a ser tratado com um ano e meio! Ele tem dois anos e 11 meses, e ainda não fala! Como descobri: com 9/ 10 meses ele chorava muito! Muito além do comum! Fazia movimentos estranhos com as mãos e pés! Como se tivesse uns espasmos musculares, sempre que muito feliz ou agitado! Não fixava muito o olhar! Amamentei muito pouco, mas o bebê tem que olhar nos olhos da mãe, durante a mamada! Fiquem atentas! Ele nunca apontou o que desejou! Não dava tchau! Agitava-se de forma pouco usual, meio que balançando a cabecinha, mãos e pés! Provocava o próprio vômito, isso faz até hoje, para chamar atenção! Entende absolutamente tudo, muito muito inteligente! Interessava-se por livros desde os 4 meses! Joga no meu celular, melhor que adulto! Alucinado com letras e números! Conta nos dedos e tenta soletrar o alfabeto! Levei em 3 renomados neuropefiatras, de SP! Depois volto com mais informações!!! Como descobri: visitando um blog super sério e confiável, de uma mãe maravilhosa, o blog se chama: Lagarta Vira Pupa!!!! ... O QUE ME PEDEM, IN OFF, VOU RESUMIR!!! INCLUSIVE PARA QUEM JÁ TEVE VONTADE DE ME PERGUNTAR E AINDA NÃO TEVE CORAGEM RS: O que eu notei no meu bebê, para hoje ser diagnosticado com Asperger? Quase nada rs! Gente, quase nada mesmo! Inclusive o próprio pediatra jamais percebeu nada, mas vendo fotos antigas, vídeos antigos, fervilhando de informações e atenção, vejo que o autismo estava ali sim, muito muito discreto, mas estava ali sim! Quem perceber primeiro, joga o seu filho lá na frente! Por isso, percebam o que eu não percebi, quando ele ainda era um bebê! Não meu culpo, mas culpo o pediatra! Escolhi pelo diploma da USP e pelo valor da consulta, mas ele falhou! Não quero saber se era difícil perceber, ele falhou! Não fiz nada, apenas, troquei de pediatra! Não fiz, só porque meu filho não teve grandes prejuízos não, quase nenhum, pois graças ao blog da Andrea eu corri e cheguei bem, bem a tempo! Só não quero que percam tempo, não percam tempo se escondendo, ou o escondendo! Chorem depois, mas por hora, encarem! Então, como tenho dito muito, in off, o Pedro com 9/10 meses chorava muito, nos assustava um pouco! Hoje, isso tem nome! Intolerância à frustração, característica do autismo! Passam por mal educados, indisciplinados, mas não tem culpa disso! Pedro vomitava demais e vomita até hoje! Isso tbm tem nome: hipersensibilidade oral, a hipotonia muscular dele também propicia um vomito com mais frequência! O Asperger tem uma hipotonia muscular mais frequente qie o autista clássico, que anda cedo inclusive. O asperger as vezes não anda cedo, isso foi o neuro que dissr! Tirando isso, ele fazia movimentos com pés, mãos e batia as perninhas no tatame, quando feliz! Hoje, isso tem nome: movimentos estereotipados! Característica do Autismo! Ele parecia surdo, não olhava quando chamado pelo nome, com um ano e um mês! Um bebê já olha quando chamado pelo nome, desde muito cedo, percebam isso! Pedro não aponta para o que deseja, até hoje! Mais um problema de comunicação e interação social, este é o nome! Peça ao seu filho que te jogue uma bola, sem estender as mãos a ele! Ele teria que jogar, brincar com você, Pedro só faz isso agora, pós muito esforço nosso! Bebê tem que nos olhar nos olhos, olhar os olhos da mãe! Ele desvia o olhar para você? Cara, com gêmeos, louca, eu jamais reparei nisso, nem sabia de porra nenhuma dessas, mas o neuro me contestou!!! Se seu filho preencher a alguns desses sintomas, vá atrás de ajuda! Querem treina-los em casa, então: Mantenha objetos de desejo, no alto! Para ver se apontam o que querem que você pegue! NO começo, Pedro virava o carrinho e rodava a rodinha! Não dava a função devida ao brinquedo, este é o nome para isso! Hoje, Pedro brinca de carrinho com a função devida, empurrando-o pela casa e não deitado, rodando suas rodinhas como ele fazia de bebê, mas repetidamente! A dica de levantar os objetos é uma! Outra dica, sempre que ele te olhar nos olhos, faça festa, para ele saber que isso é legal e assim ele fará cada vez mais e mais e mais! Olha, não sei porque precisamos olhar nos olhos, mas passa confiança aos outros kkk, vai ajuda-los a procurar emprego! Pedro abria e fechava minhas gavetas, mais uma estereotipia, movimentos repetidos, se não tratados viram TOCs e se coibidos de forma errada vira auto mutilação, auto agressão!!! Gente, vou informando sempre que puder, não comam bola!!!! ... Como fui digerindo o diagnóstico de AUTISMO, do meu filho! Nossa, a gente até esquece tudo que passou! Mamis, estava assim, há um ano e meio atrás! Pedro tinha um ano e cinco meses, quando começamos a investiga-lo! Nossa, como tudo passa! Graças a Deus! Pular de cabeça em um rio de águas turvas, sem saber o que se pode esperar da queda! A intuição é de que sairei nadando, sem me afogar! Mas, dependendo do profissional que cruza o meu caminho, faz com que o curso deste rio pareça acabar em uma queda, digna da foz do Iguaçu! Daí, eu afundo até perder o fôlego, volto a nadar até a superfície, dou uma boiada e rezo rs, rezo para recuperar o ritmo das braçadas, me apoiando na boia certa! O medo faz parte da vida! Temos que aprender a conviver com ele, seguindo em frente! Ele nos impulsiona para longe, bem longe dele! A força vem de Deus e da natureza, animal mesmo rs! A leoa abocanhou seu filhote pelo cangote e o preparou para a vida! Nos jogamos na selva! Sobreviveremos, felizes! O que me perguntam, eu respondo! Não escondo nada! É para esconder? O que? Por que? O preconceito começa em casa! Sem rótulos “especiais”, nem excesso de zelo no convívio, mas estão perdoados os desajeitados! Eu sou a desajeitada, para as outras mães mais especiais do que eu! Há milhares, no mundo! As águas são tão turvas, que por algumas vezes já questionei se estaria impingindo ao meu filho, um problema que talvez ele não tenha? Prefiro prepará-lo para o pior, assim estará seguro, quando Deus nos trouxer o melhor! Em meio a toda esta abstração, o que tenho de concreto é a evolução galopante, do meu filho! A fono, que pecou pelo excesso de informação, acertou ao fornecer as estratégias facilitadoras para pais interagirem com crianças, que apresentam atraso no desenvolvimento global, inclusive da linguagem! O erro foi ousar possíveis diagnósticos, sem lastro, visto que o neuro, não ousou! Ele foi direto, claro, mas preciso! A boia será o neuro e a fono, pode ser sim a tempestade! Venha, eu quero que venha, que eu vou lhe mostrar o poder do meu motor, o poder da minha vela, em amplo sentido! Vou mostrar os avanços do meu filho, ficarei com ela, claro que sim! Ela segue a linha direta, sem eufemismos, julgo ser mais eficiente! Estou lotada de lição de casa, ela me deu um caderno rs, com caneta personalizada e uma série de lições de casa, gostei dela rs! Já apliquei várias estratégias e todas deram resultados, rápidos: Interpretar atos “não intencionais” como se fossem atos comunicativos, intencionais! Havia saído do bombardeio de informações, estava no mercado com o Pedro dirigindo um carro/carrinho de compras, ele querendo sair e dei um pote de castanhas! Ele brincou, chacoalhou, depois olhou para mim e me entregou! Ele nunca havia me entregue nada! Peguei este ato, e no jantar comecei a lhe entregar e lhe pedir a água! Hoje, ele entrega tudo que não lhe agrada mais, está se comunicando! Uma outra estratégia fundamental, fez do meu limão uma caipirinha! Sempre me deixou muito triste ver o Pedro cismado com minhas gavetas, do Buffet da sala! Ele fica abrindo e fechando as gavetas, sempre que não há nada mais interessante na sala! Não tem TV, não tem comida e nem eletrônicos na sala, lá vai ele abrir e fechar minhas gavetas! O mais legal é que ele abre a gaveta com as mãos em pinças e fecha com as mãos espalmadas, sempre! Ele é inteligente o suficiente para não prender os dedos, jamais prendeu! Tudo bem que a Laura sempre abre o mesmo armário e sempre pega as mesmas Havaianas, do Pedro, e quer vestir! Mas é diferente, não sei explicar, mas é diferente! Entendi como um estereótipo! Ele tem bem poucos! Os que tem, vamos diminuindo com o trabalho certo! A estratégia é imitar, de modo idêntico, ações que a criança realiza com os objetos, para obter sua atenção para a ação que estamos reproduzindo! À proporção que a criança começa a ficar atenta e a se interessar pela imitação que estamos fazendo, por reconhecê-la como familiar, comece a propor mudanças para que agora a criança imite o que estamos dando como modelo! Depois disso, proponha variações sobre a mesma ação rs! Isso não tem limites! Meu pai não entendeu nada rs! Só me viu abrindo e fechando as gavetas com ele! Depois me viu abrindo e fechando uma caixa de fósforos! Depois, abri rápido e devagar e etc!!! Ele (Pedro rs) amou tudo, imitou tudo, se interessou por tudo! Está se conectando cada vez mais e com todos, inclusive com as crianças, que é o mais difícil para ele! Eu o vejo mesmo como um Asperguer, que seja então! Já meu pai me achou estranha rsrsrsrsr!!!! A fono deu bola dentro em sacar que o Pedro funciona muito bem, na imitação! Eu já sabia! Por isso, gostei dela! Por que será que o Pedro agora tem mastigado bem melhor, antes de engolir quase inteiro, os alimentos, e por isso vomitar com muita facilidade? Eu como junto, mastigo com ele, de boca aberta! Ele tem necessidade de tocar para aprender melhor, ele é bem sensorial, tátil! Isso é informação da TO! Consegui ensinar o Pedro a mastigar melhor! Agora, só falta ensinar a Laura a voltar a comer de boca fechada, uma vez que ela me via mastigando para o irmão e adorou a brincadeira! Parece uma máquina de lavar rs, eita missão!!!! Eu vivo numa abstração concreta que está dando certo rs! Coisa de louco! O neuro questionou se ele virava o livro no modo certo, quando estava de ponta cabeça! Percebi que às vezes sim e às vezes não! Daí notei que quando ele está folheando focado apenas no ato, tanto faz! Para tirar a prova, resolvi começar a ler a história para ele, que na mesma hora, colocou o livro na posição correta!Aí fico eu pensando, será que é isso mesmo??? Ato de folhear tanto faz o sentido, porém quando se interessa pelo conteúdo, ele coloca na posição correta! Cara inteligente? Abstração total! Caindo de cabeça no rio Negro rs!!!! Resolvi colocá-lo na musicoterapia, na escola! Ele bate palmas quando o professor chega! Por isso, neste domingo, eu acordei as sete da manhã e as onze estávamos em SP, no JK Iguatemi, para ver os Barbatuques! Ele não tirou os olhos do palco, por mais de 40 minutos! Já a Laura, evadiu-se depois de meia hora! Foi muito legal vê-lo em êxtase! Eu pegava as mãos dele e copiava os movimentos dos artistas. Até que eu parei! Ele pegou minha mão, colocou na dele para eu continuar! Foi sensacional! Enfim, ele já deu 10 passos sem ninguém lhe segurando! Vai no colo de estranhos! Hoje, deitou sua cabeça no ombro da irmã, que reclamou muito rs, saiu fora e ele insistiu nela mais de três vezes rs! Ele joga e pega bola nos olhando nos olhos, atende pelo nome no máximo na segunda chamada, antes parecia surdo! Enfim, estou assustada com a evolução! O legal é meu pai: - Karina, este menino só não é estimulado quando está dormindo rs! Vem, Pedro! Venha no colo do vovô! O Pedro adora o colo do vovô rs, olhou na primeira chamada e foi logo se aninhar! O que sempre respeitei foram os limites dele! Ele aprende tudo, brincando! Quando dorme, pós fisioterapia eu nem o levo de volta para a escola, sempre atendo às recomendações profissionais e intuitivas!!!! Ainda estou esperando as dificuldades, será que virão??? Hum, acho que não, dificuldade eu tive para ficar grávida, agora é missão e faço com amor, prazer, dedicação e Fé, muita Fé em Deus e em Nossa Senhora Aparecida !!!!!! Por enquanto a Karina não tem blog, mas assim que ela tiver, venho contar para vcs qual é! Bjs

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Olho nos filhos.... e nos possiveis diagnosticos

Meninas, nesses dias doidos sempre que tenho um tempinho dou um pulo no blog e no face. Naquele grupo que mencionei, o mamis, tem uma mãe de gemeos que é uma fofa. Ela é desbocada pra caramba mas escreve muito bem, de forma bastante divertida sobre os acontecimentos do cotidiano dela, e adoro dar risadas das peripercias dela e dos filhos. Ela tem um casal de gemeos lindos, loirinhos, de quase tres anos. Quando os filhos estavam com 1 ano e meio, ela comecou a desconfiar que o menino tinha um Q a mais. Alguns medicos depois e muito esforço dela, veio o diagnostico. O menino tem autismo, um grau leve, provavelmente ele seja asperger. Essa mãe é incansável. Dedicada, ela estimula, incentiva, educa. Toda a noite, todo o dia, de todas as formas. Acho incrivel o trabalho dela, a admiro por assumir essa diferença do filho de forma tão natural, e assim como eu, vestiu a camisa e vive numa militância. No caso dela, milita para tornar o autismo (ou asperger, ou o diagnostico que for) uma coisa natural e o mais importante: um diagnostico precoce. Tenho certeza que o diagnostico precoce e o estimulo correto é a chave para o sucesso. Tenho uma amiga que tem uma filha. Essa bebe é alguns meses mais nova que a Beatriz, e por isso ela ainda não faz coisas que a Be já faz. Mas tenho outras amigas.... que tem outras bebes, que são mais novas do que ela.... e ja fazem coisas.... que ela não faz. Obvio que a escola faz toda a diferenca na vida da crianca, e quando a be entrou na escola, ela deu um salto. Beatriz teve a sorte de ter duas professoras incriveis, amorosas e extremamente competentes (a Jane e a Kika), e serei eternamente grata pelo trabalho incrivel que elas fazem com as criancas da sala, em especial com a Beatriz, que sequer andava sozinha quando comecou na escola. Não gosto de comparar criancas, acho que cada crianca é unica. Cada criança recebe um estímulo diferente em casa, e cada criança tem seu tempo. Mas cada dia que passa fico mais incomodada e me questiono se realmente não há nada diferente com essa bebe... e com o filho de uma amiga, que é mais velho que a Be. Eu não trabalho desde que a Be nasceu. Me dedico a ela. Posso me dar a esse luxo. Então Beatriz está sempre muito bem arrumada, com os lacinhos combinando, perfumada e bem penteada, roupa limpa, fralda trocada. Não preciso mandar lanche na escola (esse é um diferencial imenso na escola da Be!!! Lanche incluso simplifica demaiiiiiis a vida! #ficaadica), procuro sempre eu levar e buscar, entregando sempre que possivel na mão das professoras, olhando os outros coleguinhas (e vendo se estão doentes, quem faltou, nariz escorrendo, essas coisas importantes de serem vistas!!) Em casa, evito ipad, celular e tv. Galinha e peppa são os grandes amores da Be, que são usados em momentos onde não há mais recursos. Na sobremesa do restaurante, depois de ter distraido com tudo.... dai cedo ao ipad. Aos finais de semana, quando queremos dormir um pouco mais, ligamos a tv com ela entre nos e viva a casa do Mickey. Mas evito essa alienação no celular, na telinha. As duas criancas que mencionei antes, sempre tiveram livre acesso as midias eletronicas..... Será que tem a ver? Não sei. Ha estudos que afirmam que excesso de tv pode resultar em deficit de atencao, hiperatividade... O mesmo em relacao a alimentacao. Aqui em casa procuro sempre balancear a alimentacao de todos. Sempre temos salada, frutas, legumes, verduras. Adoro pizza, hamburger e batata frita! Mas não como só o que gostaria, procuro comer o que faz bem. A dieta da beatriz ainda não inclui danoninho, chocolate, brigadeiro, bala,, pirulito, pastel, suco adoçado, frituras e industrializados em geral. Ela adora iogurte natural. E come como eu: sem mel, sem adoçante, sem açúcar. Muitas vezes, divido um pote com ela de iogurte, e coloco nele farinha de linhaça, farinha de amêndoas, chia. Ela adora!!! Suco de maracuja e limonada, quando toma em casa é sem adoçar tambem. Sim, é azedo. Há beleza no azedo também, e acho importante saber que existem gostos azedos, amargos e doces. Evito ao maximo sucos de caixinha, ate os organicos, os do bem, evito mesmo. Opto pela agua de coco, e quando não há opção, dou sem culpa nem neuras o que tiver: a-do-ro um del valle, mas sei que de suco, só o nome. Na viagem, ela comeu pizza, batata frita, nuggets e hamburger. Mas dava gritinhos de alegria quando via uma frutinha, um tomate, arroz e feijão. A farinha branca em excesso e o acucar dão picos glicemicos no sangue e a criança fica incontrolavel, hiperativa. Obvio! Quer dar um pirulito e a criança ficar sentada, quieta? Helllooooouuuuuuu Adoramos passear de carrinho, brincar de cozinhar, brincar de boneca, descer e brincar no predio. Dia de chuva a Be fica impaciente, gosta de um sol no rosto. Não sou a mãe perfeita nem a mãe exemplo, me esforço para criar a be com amor, dedicacao e estimulos. Me esforco para estar atenta a ela. Quando ela entrou na escola, ficava muito preocupada porque ela não interagia com as outras criancas. Ela ficava brincando sozinha com o brinquedo no canto. Cheguei a me questionar se não poderia ser autismo, e conversei com a professora, que me disse que era um comportamento normal da faixa etaria, e de fato, hoje estou tranquila e vejo que ela interage com todos, e é querida na sala. A mãe tem um papel fundamental na educação dos filhos e é essencial que a mãe esteja sempre atenta a todos os sinais, dificuldades e deficiencias do filho. Negar a deficiencia so podera trazer prejuizos ao filho. Assumi-la fará com que a criança possa ser estimulada adequadamente para que essa deficiencia se extingua com o passar dos anos e se torne apenas uma caracteristica da pessoa, não a tornando nem menos nem diferente do outro. Serão um dia adultos. Alguns narigudos, outros matematicos. Mas aquela criança asperger poderá sim cursar uma faculdade, ter uma profissão, ser uma pessoa do bem, inclusa na sociedade, desde que essa sociedade esteja disposta a aceitar as caracteristicas de cada um. Uma crianca asperger sera um adulto sistematico. Uma crianca com down será um adulto meticuloso. A nós, mães, cabe a atençao para cada detalhe, para diagnosticar o quanto antes.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

oie! To viva viu?

Meninas, ando nuns dias bem atrapalhados. Me desculpem a sumida. Foi ano novo judaico, e com isso as coisas saem da rotina e eu tenho outros compromissos extras. Esses dias aprontei os presentes dos professores, coordenadores e coleguinhas da be, ja que e costume nessas datas presentear as pessoas queridas. Sairam de casa 35 presentes num so dia, a ser entregues de casa em casa. Vou ter que sair de novo, viajar (o deliciaaaaa), mas dai a rotininha sai de novo... e mais atribuicoes... entao ja estou agilizando a festinha da be. E com isso pouco tempo para postar, para responder. Um montao de comentarios a ser aprovados, ja que so publico depois que respondo um a um. Tenham paciencia comigo ok? Be desde que voltou de viagem vem dado um certo trabalho para dormir, sendo essa a primeira noite que deixou a gente dormir. Cheguei a entrar em contato com uma consultora de sono, mas essa noite ela dormiu bem e estou animada novamente. Veremos. Se cuidem. To enlouquecendo, mas to sempre por aqui. Os comentarios mais urgentes sempre tem prioridade e sempre respondo ok? Bjs

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Mariane parte final!

PARTE 6 QUINTA FIV Marcada consulta em maio seguimos para SP, mas nosso propósito de seguir nos divertindo estava vivo em nós, então procuramos programações pra fazer, passeamos bastante, eram férias tiradas e "por acaso" faríamos uma consulta. Ainda lá a Dra me passou exames que fizemos, eu estava menstruada, cheguei em SP sensível, com a energia diminuída por estar nesta fase do ciclo- algo natural para o meu ciclo. E em maio tive a felicidade de conhecer Thais e Beatriz, recebemos calor, recebemos carinho, a alegria de duas meninas se descobrindo, A VIDA acontecendo. Ainda recebi indicação do Dr Eduardo da Huntington, cheguei a marcar tb, mas como a consulta da Dra Dani foi primeiro eu e o esposo não tivemos dúvida que seria com ela. Nos sentimos seguros. A Dra dobrou a dose da metiformina. Marcamos com a Dra que iniciaria tomar os hormônios a partir de junho, na próxima menstruação. Com uma data prevista para minha menstruação nos organizamos quanto aos nossos compromissos. E não é que a vida, novamente, nos traz a lembrança de que NÃO TEMOS CONTROLE DE NADA, diariamente nos esquecemos disso... Minha menstruação chegou antes do previsto, esposo viajando a trabalho, e foi aquele tumulto... Como ainda não tinha coragem de me aplicar as medicações contei com 3 amigas para aplicar de acordo com disponibilidade de cada uma... Mas me vi em um momento de me fortalecer, precisava me aplicar, me fortalecer para o que viria. No terceiro dia de medicação me apliquei e isso me ajudou muito. De onde estava esposo começou a procurar passagem, véspera de feriado onde moro, então pouquíssimas passagens e caríssimas!!! E eu cada vez mais me entregava, me repetia, vai acontecer o que tem para ocorrer, se tiver que ser será. Como mantra me repetia a todo momento "cada dia um dia", esta foi a minha frase nesta ultima FIV e um agradecimento que se cristalizava cada vez mais em direção ao ALTO, por ter oportunidade de tentar novamente, não mais me "grudava" ao resultado, mas estava mais livre para caminhar, e agradecer poder caminhar- esta era uma sensação compartilhada com o marido, ele agradecia esta oportunidade. Esposo conseguiu comprar minha passagem, segui sozinha, e na bolsa de mão meus medos insistiram em me acompanhar também, e repetia meu mantra e agradecia e me acalmava, e agitava novamente, e repetia meu mantra... Cheguei em SP em uma quinta, ele conseguiu a última passagem disponível para o fds no dia seguinte, ufa... Pensávamos que iríamos passar 5 dias no máximo, que por conta dos picos de estrogênio implantaríamos no ciclo seguinte. Mas não foi isso que estava reservado carinhosamente para nós. Antes da punção começamos a dosar os hormônios- estrogênio e progesterona, com o resultado ela determinou que aguardássemos para fazer a implantação no mesmo ciclo. Após a punção, a ansiedade tomou conta- a experiência de não ter embriões afinal tinha minha me deixado marcas, esta possibilidade existe. No dia da punção a Dra passou no quarto, e explicou que no dia posterior uma funcionária iria ligar e dar noticia sobre os embriões, com horário marcado. E assim ocorreu, a funcionária nos explicou de forma didática, perguntou se tínhamos alguma dúvida e nos explicou que só teríamos mais uma notícia antes da implantação- voltaria a entrar em contato com dia e hora marcados. Nos deu a noticia que todos os que fertilizaram evoluíram. Então fez efeito a metiformina!!!! Assim compreendemos, e tivemos qualidade com os embriões. Esperar virar blasto e aguardar a transferência, isso aliviou a tensão. Retornemos ao mantra...Enquanto isso seguimos com nosso propósito- diversão!!!!! Parque Ibirapuera, Jardim Botânico, MASP, Pinacoteca, teatro, shoppings, cinema... Afinal estávamos ali para passear e novamente "por acaso" iríamos fazer um tratamento. Afinal nos ligaram para nos noticiar que tínhamos embriões, AGRADECER, cada dia um dia. De 5 dias foram estendidos para 12 dias com desafios, com tensões, e também com sorrisos e muito agradecimento. Nos hospedamos próximo a uma igreja, parada obrigatória na ida ou volta dos passeios- aquele era nosso encontro com o AGRADECER de forma especial. Na véspera da implantação saímos pra passear, mas na volta nos estressamos um com o outro de forma "calorosa", os medos vieram, não vai dar certo, mas o mantra repetido tb- "cada dia um dia". Fomos para implantação, como era um domingo as ruas paulistanas interditadas para ciclovia, claro que me agitei, afinal o taxista só sabia repetir "não vamos chegar" e daqui vcs terão q caminhar mais de 30 minutos. Esta possibilidade não existia- estava grogue demais com a progesterona oral que havia tomado, dado momento me acalmei para raciocinar e falar com clareza com os organizadores e foi o q ocorreu, fomos escoltados até quase a porta da clinica. Antes da implantação a embriologista passou no quarto e nos deu todas as informações sobre os embriões. Isso nos acolhe, nos dá segurança, afinal são nossos embriões, precisamos saber o que se passa. Ficamos muito satisfeitos com a profissional escolhida- Dra Dani, muito tranqüila, clara cm as informações e disponível tb. Após a primeira consulta passávamos email, éramos respondidos, quando não por ela, por alguém da equipe. E antes de sair da sala da implantação agradeci- "Dra, independente do resultado saímos daqui satisfeitos com a assistência, agora vamos torcer." Durante o dia após a implantação uma sonolência absurda, todo o dia dormindo, hidratando e fazendo xixi... No dia seguinte já quis sair para receber o sol e caminhar um pouquinho, descobri nesta trajetória que era algo que me ajudava... Fui com atenção ao meu corpo para não me exigir. E após 48 horas voltamos para nossa cidade. Entregues de forma tal que só agradecíamos a oportunidade, e nos sentíamos ter feito junto com a equipe o que era preciso, o que nos restava? AGRADECER, ESPERAR. Em 2014 tive um sonho e uma senhora me sinalizava que descobriria ser mãe numa quinta-feira. Lembro- me que ao acordar ainda dei risada, "ela só não me disse o ano desta quinta- feira". E não contei para o esposo, em SP depois que aspiramos os óvulos contei pra ele, e quando ele fez as contas caso implantássemos naquele mesmo ciclo teríamos o resultado num quinta-feira... E sim, este positivo chegou numa quinta-feira de junho de 2015 através de uma mensagem de whatsapp de minha acupunturista que havia conseguido adiantar o resultado para o turno da manhã com a amiga dela do laboratório- que tb estava grávida... Eu pedi a ela que me dissesse logo o resultado, através da amiga, não tinha mais condição de olhar resultado na internet... E com as frases: "está sentada?", "não pode pular"... SIM. Agora outras inseguranças me cercam, quando fiz o US tínhamos um embrião, um evoluiu, isso mexeu mto comigo q até o beta estava bastante tranqüila, sabemos q as chances de 2 evoluírem são menores, mas não se explica isso ao coração. Passei a ficar insegura com a possibilidade de num próximo US não haver ninguém... E depois de alguns dias tensos me recoloquei e senti que passar a gestação nesta tensão não vai me ajudar, então voltemos ao que me ajudou "cada dia um dia", "agradecer até aqui", dessa forma hoje escrevo já com dois meses, preciso encontrar espaço para celebrar este encontro que se dá minuto a minuto, A VIDA. E seguimos esperando, mas de forma ATIVA, para descobrir o que nos reserva. E agora as 3:49 da manhã, depois de levantar para fazer xixi, e perder o sono escrevo pra vcs na esperança de ajudar alguém que venha a ler, acrescentando meu elo a esta corrente invisível, lindamente construída por Thais. Quando este post vier a ser publicado, com a permissão do ALTO estarei celebrando 3 meses, é o prazo que nos demos para compartilhar com a família, afinal são 12 anos de casamento, então esta criança é esperada há algum tempo, mas tempo agora não importa mais... Esta tem sido minha caminhada, reencontro comigo mesma, a VIDA é maior, a beleza está aí, mas se fechamos a porta de nossas almas ela não será percebida, qdo perceber isso, apesar da dor, há que se abrir as janelas, e portas para que haja VIDA. Esta foi minha busca, ser feliz, e ser feliz não significa não sofrer, sofrer é crescer e óbvio, se formos escolher, queremos o caminho da facilidade, queremos o conforto, o conhecido, queremos a luz, no entanto esta mesma vida que traz sofrimento traz alegria, mas nada é duradouro. Então existirão momentos em que a vida irá apertar, outros irá aliviar, mas sempre irá passar. Já qto ao tempo, ahhhh este "senhor" o tempo- nos é desconhecido, seja na alegria, seja nas dificuldades, é um senhor misterioso... Só nos resta esperar, mas faça da sua espera uma ESPERA ATIVA, VIVA. Entre uma tentativa e outra há que se buscar um reencontro consigo, com a alegria, com a vida. Esse percurso pode demorar ou não, mas qdo olhar pra trás vc vai SE agradecer por ter buscado VIDA neste percurso. Procure atitudes que tragam alegria ao seu dia, caminhadas, contato com a natureza, SE descubra- descubra o q te faz bem, se dê carinho, descubra amigos a sua volta- boas companhias, procura que irá encontrar, os amigos de verdade te farão sorrir e te receberão sem perguntas, sem cobranças, talvez este amigo seja somente seu companheiro, sua irmã, sua mãe, seu pai, seu irmão, não importa, olhe a sua volta e descubra quem é essa pessoa na sua vida, ela existe. Eu tive a sorte de ter muitos, muitas mulheres e poucos homens, mas especiais cada um deles. Olhe pra trás e veja que foi capaz de perdoar a pequenez do outro que te magoou, que se esforçou em SE dar carinho e ter paciência consigo, que de fato VIVEU enquanto esperava... A tristeza, a dor fazem parte de nossas vidas sim, e nossos problemas não estarão resolvidos com a tão sonhada maternidade, ela trará alegrias maiores, e preocupações também, mas enquanto ela não chega, reage, se descubra, se ame, agradeça, chore se preciso for, tenha seu mal humor, mas não se perca aí... Há tanto por agradecer... Há vida enquanto se espera, vá descobrir! Um beijo queridas, façam deste percurso em busca da maternidade uma caminhada leve na medida de cada uma, mas se esforcem nesta direção... Uma sorte a nossa nos encontrar neste espaço tão especial... Costumo dizer que esta blogueira é a psicóloga que as clínicas deveriam ter... E aguardo um livro dela... :) Eternamente agradecida por sua generosidade. Muito feliz em assinar este post :) A minha vez chegou, a sua também chegará, Mari (SSA)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Mariane parte 5

PARTE 5 QUARTA FIV- Esta médica me passou força e me convenceu a me submeter a nova FIV, qdo estava usando as medicações falei para o esposo que esta seria minha última tentativa em nossa cidade, se houvesse uma próxima, EU NÃO SABIA QUANDO SERIA, só que não seria mais aqui. Esta médica me informou na terceira FIV que eu fazia picos de estrogênio e tal aumento prejudica a implantação, então não deveria ser a fresco, algo nunca destacado nos ttmos anteriores. Com dois embriões e segundo o mesmo laboratorio anterior, agora tínhamos dois bons embriões. Só q no mês combinado para implantar a médica acabou protelando para o mês subseqüente pq perdeu a melhor fase para implantação... Haja ansiedade e toda programação novamente alterada. Com esta mesma profissional fui diagnosticada com alteração que necessitava usar clexane. Usando clexane e observando as dosagens de estrogênio, mais um negativo... Mas desta vez havia me cuidado melhor com as terapias alternativas, nem nossa vida sexual foi abalada durante o ttmo, dentro do permitido claro! Resolvi então me reconstruir, me dar um tempo, pra mim e para o nosso casamento respirar, o que meu esposo discordava, por ele seria um ttmo atrás do outro. Mas não somo iguais... Em dezembro do mesmo ano, de 2013, estive aqui com um profissional que é um pesquisador e que já é um senhor, e não fomos antes por preconceito mesmo, por ele ser bastante excêntrico, um cientista. Ele me diagnosticou com ovários policisticos pelo exame físico, o que confirmei e relatei que aos 20 anos já tinha tido este diagnóstico e esqueci por completo, afinal, na minha ignorância, havia me submetido a um tratamento hormonal que regularizou o ciclo e achei que era a cura. Deixando claro que não me culpo em momento algum, afinal, vc procura profissionais e eles têm sim uma parcela de responsabilidade em investigar. Se a paciente não tem qualidade com os óvulos, então vamos ver o que pode melhorar ou qual a causa disso. Não me eximo da minha responsabilidade de ter deixado de indicar este fato, mas realmente achei que estava curada, até pq com sucessivos US's nunca mais foi relatado que haviam cistos... Este médico pediu desculpas pela classe médica e me informou que em nenhum ttmo eu teria sucesso sem usar metiformina, que já existem pesquisas indicando o uso da metiformina com a relação à qualidade dos óvulos. E que eu tentasse naturalmente, paralelo a isso estive com outra gineco que me indicou a realizar o exame histerosalpingografia, fiz e foi detectado um pólipo entre a trompa e o útero, contra indicado a retirada já que era uma área que põe em risco a trompa, a esta altura tb descobri que tenho um mioma, o que não compromete o crescimento do feto. Neste mesmo período foi o "tempo" em que nossa relação conjugal passava por transformações. Acredito que a relação entre duas pessoas é um "organismo" vivo, e nesta época nossa relação estava desgastada, cansada, muitas intervenções, exames, e a cada profissional que íamos descobríamos parceladamente informações sobre minha condição para gerar não sinalizadas com o profissional anterior... Dessa forma, ao contrário de meu esposo, não via condição em mim e nem em relação a nós dois juntos em enfrentar novo ttmo, era necessário um tempo sim. 2014 foi um ano de paciência, de choro, e de tomar decisões para me cuidar, buscar me relacionar com meu feminino de todas as formas que pudesse, com isso entrei na dança do ventre, busquei minha yoga, leituras que correspondessem a esta busca... Me cerquei de amigas queridas, sem pressão "de quando vem o filho", "quando será o próximo tratamento", e nas poucas vezes que uma amiga me perguntou, não tive e não tenho constrangimento em dizer: “não me pergunte, se eu não estou falando a respeito não é o momento de falar”. Dessa forma, para pessoas que tenho bastante intimidade e tenho tolerância de explicar, este assunto pertence a mim, e se eu não estou falando, não tem porque vc perguntar. Neste momento vc tb reconhece ali uma amizade de vida, pois esta amiga não se afastou, mas silenciou em respeito a minha colocação, aprendi a tolerar mais em relação a este aspecto, tolerar a curiosidade alheia, foi de grande valor. 2014 foi um ano de jantares, de encontros maravilhosos com pessoas que em nada nos inspirava cobranças, de preparar um encontro entre amigas em casa no Natal, de oferecer boas vindas a quem chegava na família. Nós dois nos propomos a fazer programas a dois quase todo fds, como remédio mesmo, cuidar desse "organismo vivo"- programas simples, que nos alimentasse, caminhadas, cinemas, encontros com amigos em nossa casa ou fora. Isto nos fortaleceu individualmente e enquanto casal, paralelo a isso cada um em suas buscas pessoais. Para eles o ttmo tb não é fácil, para quem é parceiro tb há o sofrimento compartilhado e aqui em casa houve um sofrimento extra dele em me aplicar as medicações, foi duro de tal forma que depois de conversas sobre as repercussões internas em cada um já havia me decidido- no próximo ele não aplicaria mais, sentia claramente que me aplicar seria uma forma de me fortalecer tb. Este espaço especial descobri em 2012- após a segunda FIV, no dia que descobri o blog iniciei a leitura do começo, e me lembro bem que só parei de ler quando atualizei as informações. Estava bastante triste na época e procurava por leituras que pudessem me ajudar. Estive em livrarias procurando depoimentos, e não informações técnicas, de mulheres que tivessem trilhado este percurso. Como não encontrei nada passei a buscar na internet, não me inseri em grupos. Sentia que não me fazia bem, sentia aumentar minha ansiedade com as colocações de algumas mulheres... Então me deparei com a história de Thais tão bem escrita, tão clara e que me tocou tanto... Passei a acompanhar de forma ininterrupta. Foi de uma ajuda absurda saber através do blog e depoimentos alheios que muitas passavam pelo mesmo, mas sem histeria... Havia uma qualidade nas informações técnicas e emocionais tão grande que esta leitura em nada me trazia ansiedade, mas me sentia ajudada. E logo que acabei de ler por completo agradeci ao seu "tratar", agradeci a sua clareza na forma de escrever. Ela já se encontrava grávida, e ainda assim ajudava tantas mulheres, acompanhei as notícias da chegada de Beatriz, me lembro de detalhes deste período. Esta é uma caminhada solitária quando iniciamos, não divulgamos, e vejo nisso um cuidado que tomamos mesmo- afinal as pessoas já chegam com perguntas e nem nós mesas sabemos o próximo passo, algumas pessoas nos trazem ansiedade, cobrança quanto a idade, nos chegam para contar experiências mal sucedidas, sem nos lembrar que cada ser tem a sua história, está é a minha, Thais tem a sua. Cada uma de nós faz sua caminhada, mas estando nela podemos sim procurar por pessoas que somem, que nos ajudem. A cada positivo celebrado me fortalecia, agradecia por aquela mulher desconhecida que se realizava. Já após a quarta FIV passei a não ler nada, fui buscar experimentar a vida de outras formas e me dei um tempo para florescer em mim algo novo, ser feliz enquanto se espera, enquanto não chega quem se espera, então em 2014 passava de vez em quando pra atualizar a leitura não por interesses em histórias de fertilizações, mas por acompanhar a rotina de Thais como mãe com suas descobertas. E inclusive sinalizei no blog que estava afastada dos ttmos, e tinha me dado um tempo indeterminado para isso. Ao fim de 2014 sentia que em 2015 viria um novo ttmo, afinal tinha que considerar minha idade e tinha me cuidado. Olhando a caixa de mensagens do email recebi um de Thais que me dizia sobre uma mulher guerreira que ela queria mto que eu conhecesse, e que havia passado meus contatos para ela. Até aí não sabia nada... Quando entrei em contato pela primeira vez, marcamos de nos encontrar, quando chegou o dia me vi fugindo deste encontro; Ainda me sentia insegura a voltar a falar sobre ttmos. O encontro não se deu, na semana seguinte ela me enviou mensagem, e na conversa liguei para ela. Foram horas de conversa, uma sessão de terapia. A história dela é lindíssima - espero ver postada aqui, e a garra desta mulher me alimentou de tal forma que ao desligar o telefone liguei imediatamente para SP, marquei consulta com Dra Dani em maio de 2015 e só avisei ao marido quando este chegou em casa. Nos organizamos e fomos para SP. E desde o momento que falei com esta querida, novamente agradecendo a Thais por sua delicadeza em intervir no curso da minha vida e de forma tão sutil, me senti tão ajudada por ela por esse passo, em um momento em que já estava próxima de tomar esta iniciativa recebo este presente confirmando: "vai, tenta de novo, se joga".

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Mariane parte 4

PARTE 4 TERCEIRA FIV- Em maio de 2013 novos exames, desta vez escolhi uma médica da mesma cidade que moro, bastante humana. E me decidi cuidar mais de mim para que o ttmo fosse menos cruel, fiz acupuntura e yoga antes, durante e depois, fez toda a diferença. Iniciei o ttmo, mas a implantação seria na mesma clinica da primeira FIV, ela usa o laboratório e as instalações. Sim, fizemos lá, era preciso. No dia da implantação, sem notícias de quantos embriões e já na sala de implantação, pronta para receber, chega a médica bastante agitada a me pedir que me vestisse e que me dirigisse ao consultório, sem entender nada me vesti e junto com esposo fui ao consultório e ela me disse que no descongelamento os embriões não foram viáveis. Nesta mesma conversa me informou que como eu não tinha qualidade de óvulos, quanto ao esposo estava tudo certo, eu deveria procurar pensar em óvulo doação- algo completamente descartado entre nós, nesta condição preferiríamos adotar- e não sentia que era conversa para aquele momento, foi muito duro. Não tive reação, não fiquei triste, não senti absolutamente nada naquele momento, entreguei os presentes que escolhemos com muito carinho para os filhos dela, em agradecimento pelo atendimento e nos retiramos. Não conseguimos voltar pra casa, neste dia minha cunhada e sobrinhos almoçavam em nossa casa, e eu só sabia uma única coisa: não tinha condições de ver ninguém. Fomos a um restaurante e almoçamos em silêncio. Demos tempo suficiente para que minha cunhada fosse embora e voltamos para o nosso silêncio doméstico. E verdadeiramente, não conseguia chorar, não conseguia sentir nada, talvez fosse o choque, não sei...

domingo, 13 de setembro de 2015

Mariane parte 3

Parte 3 SEGUNDA FIV- Em 27.06.2012 viajei pra outra cidade e me submeti a iniciar outra FIV. A Dosagem hormonal administrada foi fortíssima, tive hiper estimulação ovariana, e qdo liguei- estando na mesma cidade da clinica me mandaram procurar uma emergência e em momento algum me pediram pra comparecer à clinica. Passei longas 8 horas com muita dor após a punção, não conseguia sentar, deitar, só fazia andar. E até pra fazer xixi- em pé! De tanta dor. Implantação dos dois únicos embriões, qualidade ruim, e sem orientação nenhuma viajamos de avião no dia seguinte- o que é contra indicado. O beta saiu com alteração hormonal e na dúvida ligamos para clinica, meu marido questionou achar um valor muito baixo, e o profissional que nos acompanhou respondeu "parabéns papai" e afirmou que não havia necessidade de repetir o beta. Eu não me sentia gravida, falei com meu marido, uma semana depois com o sangramento realizamos o exame e recebemos o negativo. Era gravidez bioquímica. Mais um negativo em agosto de 2012, dessa vez meu organismo reagiu e entrei em uma tristeza grande, uma apatia, em dezembro já sem conseguir dormir ou acordando várias vezes, eu resolvi procurar um psiquiatra. Ele me orientou que como iria viajar para o interior com meu irmão, na volta se nada mudasse o procurasse novamente. Naquele janeiro de 2013, junto com meu irmão e minha sobrinha consegui me aproximar de mim mesma novamente e voltei a ter noites de sono como antes. Minha cura foram meus familiares e o contato com a natureza- herança de papai esta relação com a natureza.

sábado, 12 de setembro de 2015

Mariane parte 2

PARTE 2 PRIMEIRA FIV- E nos submetemos a fazer a FIV neste mesmo estabelecimento, e me pergunto porque me submeti? E compreendo, por indicações de médicos distintos na cidade em que moro recebemos boas referências, por ser uma franquia européia, então achávamos que estaríamos num bom lugar, até um certo momento vc se submete sim, vc quer ser mãe, ou em uma situação ainda mais delicada- quer se curar de alguma doença, então nos submetemos a profissionais tidos como bons,e portanto, nos submetemos a profissionais completamente despreparados para trabalhar com pessoas... E foi assim, depois da primeira IA em dezembro de 2011, em janeiro de 2012 com um obra em casa, ainda as voltas com a administração e atenção com papai, e com a chegada de minha mãe com depressão que precisou de meus cuidados, eu me submeti a minha primeira FIV. DESSA VEZ, este é um arrependimento que carrego comigo, não era o momento, mas estava tão fragilizada por tantas mudanças que me submeti sem analisar... E esta mesma profissional da mesma clinica citada acima no momento de implantar meus dois únicos embriões, minutos antes eu perguntei a ela quantos tínhamos, afinal não queríamos implantar 3. Ela olhou pra mim e me respondeu: "olha seus 2 embriões têm qualidade muito ruim, então não sei se vão pegar". Meninas, isso eu deitada e paramentada pra receber... Ou seja, pra ficar claro, em momento algum o laboratório entrou em contato, ou a própria profissional, ou outro, entrou em contato por telefone, ou no dia da implantação eu já na clinica pra me dizer quantos embriões tivemos, e como tinham se desenvolvido. Nada... Depois desta FIV, as voltas com cuidado de minha mãe e de papai não tinha nenhuma capacidade de me colocar outro ttmo. Em abril de 2012 minha mãe foi internada, e era depressão, os exames clínicos todos normais, e um mês exato após este internamento papai fez sua partida. Dessa forma, o primeiro semestre de 2012 foi beeemmmm diferente, especial e desafiador pra mim. Muito agradecida por estar perto de papai, por ter recebido a benção de poder cuidar dele dentro das minhas limitações, por poder aprender ainda mais com uma linguagem diferente de qualquer outra que até então ele tivesse me ensinado, agora o aprendizado me passado por ele era em silêncio. Minha relação com mãe estava péssima, ela sofria com o quadro dele, e me agredia de diversas formas e eu reagia a ela. Pra nós duas foi um período duro, e ainda mais duro pra ela que estava acompanhando a partida de seu companheiro. Papai partiu em 27.05.2012.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A historia da Mariane - parte 1

Meninas, Com muita alegria libero para vcs o post de uma leitora querida, a qual tive o prazer de conhecer. Mari conheceu o blog tímida, num momento bastante delicado. Se afastou, mas depois a vida a trouxe de volta. Era o destino dela, afinal, ser mãe. Não era á toa aquela vontade latente que ela tinha. Ela conta agora a historia de vocês, que para não perder o costume, vou partilhar em capítulos. Porque na nossa vida as coisas acontecem assim, em partes. Dia apos dia vou soltar uma parte, para que vcs possam acompanhar cada capitulo, e digerir cada etapa pela qual eles passaram. Antes, adianto: Mari é uma pessoa especial, única, de uma sensibilidade e espiritualidade que nunca vi igual. Deliciem-se com a historia dela! PARTE 1 E aí vão quase 6 anos à espera... E quando olhamos pra trás faz sentido escutarmos da sabedoria popular que o nosso tempo não é o tempo do ALTÍSSIMO. Pra nós foram quase 6, pra vc que lê este texto podem ser meses, ou 5 anos ou 10 ou até mais... E o que nos importa quando este sonho se concretiza???? O tempo deixa de ser este intervalo determinado pelos homens e temos EM uma fração de segundo a compreensão de que o tempo DELE realmente é outro... … Em 2009 resolvemos parar com o anticoncepcional e passamos por um ano de tentativas naturais. Meu esposo um pouco mais ansioso me cobrava procurar um médico, mas eu não queria alimentar esta ansiedade e esperei por um ano - o que não me arrependi em momento algum deste percurso. Em 2010 fizemos consulta com o espermograma na mão, escutei da gineco: "vc já pensou em adotar?"; simples assim, sem indicar nada... Respondi que não, e que não correspondia pra mim no momento pensar nisso... Talvez com maior amadurecimento sim... No mesmo ano com alterações no espermograma o urologista indicou cirurgia de varicocele sinalizando que o mais certo seria partirmos para uma FIV, mas que em alguns casos a cirurgia faz efeito. Ele se submeteu a esta cirurgia. Paralelo a isso socialmente escutando as pérolas familiares: "sua prima teve filho e aí tá com inveja?" "quem mandou passar tantos anos tomando pílula?" "seu marido não sabe fazer filho?" ... Inúmeras... E não é com rancor que registro essas passagens... Mas com agradecimento a essas pessoas, porque através da dor nos fizeram mais fortes. Meu agradecimento especial a todas elas que me ensinaram... E pra vc que lê e recebe estas maldades desnecessárias, o problema não está em vc não ter filhos, mas na pobreza de espírito do próximo, então chore , sofra, mas com o tempo perdoe, vire a página. Vale a pena, com o perdão nos fortalecemos e nos tornamos pessoas melhores, e acredito com todas as minhas forças que viemos para nos tornarmos melhores. E nesta mesma caminhada recebi de forma irrestrita amor, muito amor, de forma maternal, fraternal e absurdamente generosa de minha irmã de vida Maria Goretti; através de minha comadre Luiza pela sensibilidade da percepção- qdo queria me calar, qdo queria conversar- ela simplesmente estava ali, sem perguntas; da doçura e disponibilidade de Vivi; da lealdade, discrição e muitas vezes um carinho silencioso do casal de amigos H e M; através do compartilhar o feminino de forma suave e profunda com Jú- apesar dos km's que nos separam; de uma torcedora incansável que me deu um dos presentes preciosos em minha vida- a oração do terço todos os dias no mês de maio 2015, ainda quando estava cansada (mãe de trigêmeas de 3 anos)- e não mora na mesa cidade que eu... Recebi de meu irmão a história lindíssima de Sara e sua insistência em ser mãe; do meu outro irmão o apoio em "faça o tratamento"... Sou muito afortunada, somos, descubram em suas vidas esses tesouros, as dificuldades nos trazem a lente de aumento e nos faz ver com facilidade com quem podemos contar... Não importa que só tenha uma pessoa, ou q sejam várias lhe ajudando a construir este caminho, inclusive pessoas estranhas que nos aparecem para nos dar o recado que precisamos ouvir... Se ficar atenta vamos ver q o número é mto maior do que aquelas que nos magoaram... O urologista nos orientou a esperar por 6 meses até procurarmos FIV. Foi o que fizemos. Então após essa espera nos programamos para iniciarmos o ttmo em julho de 2011, no entanto, a vida nos deu um motivo maior e muito nobre para protelar. Papai estava acamado há alguns anos, por seqüela de AVC, e morando no interior todo o cuidado ficou por conta de nossa mãe exclusivamente. Neste ano ela entrou em depressão e junto com meus irmãos, decidimos que eu me afastaria de minhas atividades, e deixei tudo e fui arrumar toda mudança e trazer papai para a cidade em que moro que é capital, enquanto isso nossa mãe foi direcionada pra casa de meu irmão pra se recuperar (em outra cidade). De julho a setembro no interior com meus pais organizando a vinda, chegamos em outubro. De outubro a dezembro organizando equipe que cuidasse dele. E me adaptando a organização de duas casas, a dele e a minha. Meu esposo que me deu a maior força nesta época já ansioso pelo ttmo me convenceu a fazer uma IA em dezembro indicada pela clinica aqui (que depois vimos e entendemos que não deveria ter nos indicado diante do espermograma dele). Ainda assim após esta IA quiseram insistir em uma segunda, a qual negamos. Iniciou aí um percurso de sofrimento em relação a falta de humanização dos profissionais numa área, como outra qualquer da medicina, que cuida de SERES HUMANOS, e que requer no mínimo qualidade de atenção. E preciso registrar que não buscamos MI MI MI. Buscamos a competência, a seriedade, honestidade, aliada com humanização. E escrevendo vejo quanta contradição: pedir humanização a HUMANOS. E conhecendo e conversando com outras vemos que é tão comum... Infelizmente...

sábado, 5 de setembro de 2015

Orlando - a primeira viagem da Be

boa noiteeeeeeee meninas queridas, voltamos ontem de viagem! Foi SENSACIONALLLLLLL Fomos nós três para Orlando: eu, Be e marido. Tinha mil medos,e foi dando tudo certo. O medo de ela nao dormir no voo me assombrava, mas a Hope e a Gi me deram algumas dicas preciosas. Levei um carrinho que a gente tinha ganho que estava enferrujado, e chegando no aeroporto me certifiquei com a TAM se haviam carrinhos de bebe disponiveis, ja que o aeroporto de guarulhos é gigante. O atendente logo me respondeu: "a gente não temos" ui. Doeu pela informação e pelo português. Sorte que eu tinha levado aquele enferrujado mesmo! Chegando no aeroporto de Guarulhos, fizemos o check in, despachamos as malas e preparei a mamadeira. Cansada da escola, ja no horario dela, Beatriz mamou e dormiu. Coloquei na mamadeira meia dose de Dramim, e deixei a postos uma outra mamadeira com o restante da dose. Caso ela acordasse, poderia completar a dose e bebia mais leite. Ela apagou. Jantamos com calma e fomos para a area de embarque. No raio x, eles passam o carrinho no raio x, entao eu tive que tirar a be do carrinho. Pediram para tirar a chupeta e passar no raio x tbm. bastante rigoroso, estao de parabens, mas foi de partir o coracao. Felizmente, ela logo voltou a dormir. Embarcamos e nos acomodamos nas nossas poltronas. Nao foi o melhor voo do mundo porque mal conseguia dormir, preocupada com ela. Mas ela nao chorou, nao reclamou, e acordou as 6 da manha, quando o cafe da manha foi servido. Comeu um pouco da minha comida, um pouco da comida do pai. Nao precisei trocar, nao quis mamar, tudo perfeito. Chegando em solo, fomos para um banheiro, onde troquei a fralda, a roupa, e ela estava disposta e feliz. Devia ser umas oito da manhã. Tinha mil medos. Foi bem tranquilo. Em tempo: para a viagem de avião, levei uma malinha contendo: - uma troca de roupa bem quentinha (avião é sempre frio) - uma troca de roupa de calor, ja que chegamos em pleno verão - duas mamadeiras (a do horario e uma extra) - uma mamadeira pequena com agua - dramin em gotas - 5 fraldas - necessaire com sabonete liquido, perfume, hipoglos - manta - chupeta e naninha extra - brinquedos - ipad com a galinha pintadinha - pote com biscoitos de polvilho - um pote de papinha de frutas nestle - uma fralda de pano - babador - colher (eu raramente uso lenco umidecido, por isso ela nao esta na lista) Chegamos em Orlando, fizemos alfandega, pegamos as malas, pegamos o carro alugado previamente com a cadeirinha, e fomos para o hotel. Chegamos no hotel e ela estava dormindo novamente, o que foi otimo. Organizei as coisas das malas nos quartos enquanto ela dormia na cama. Optamos por um hotel que tivesse infra de apartamento. Ficamos no Melia de Celebration. Era como um apartamento. Tinhamos uma cozinha totalmente equipada, sala, varanda, e duas suites. Beatriz dormiu num quarto, nós no outro. Eram duas camas king, entao fiz um U com travesseiros e ela dormiu no centro. Tinha que dar uma assistencia durante a noite, com medo dela cair da cama, mas felizmente nada aconteceu. Com a cozinha a nossa disposicao, pude por duas vezes esquentar comida que compramos no Whole foods, alem de esterilizar as mamadeiras. Como Beatriz come de tudo, essa minha preocupacao com a cozinha foi dispensavel. Um hotel simples, com uma geladeira teria nos bastado. Para um bebe menor, e importante essa estrutura. Ficamos dez dias, sendo que em seis um furacao ameacou chegar na costa. Com a vinda do furacao, os dias eram muito quentes (34 graus) e todas as tardes choviam, sendo que as vezes chovia as 12:00, as vezes as 15:00, as vezes as 18:00. Garoa, chuva, temporal. Nos seis dias que choveram, ficamos ilhados em diversos lugares. Com a chuva, a temperatura caia absurdamente, as vezes dez graus em uma hora, e no segundo dia fiquei MUITOOOOO gripada, a ponto de ficar tres dias completamente sem voz, a base de remedios que acabei comprando la. O pediatra dela me passou uma lista completa do que levar, mas para mim, tinha levado apenas tilenol. Nos primeiros dias, alternamos compras e parques da Universal. Optamos por um ticket que custava em torno de 200 dolares e que nos dava direito a usar os dois parques (universal e island) por 15 dias. Achei que seria um bom negocio, ja que assim poderiamos ir poucas horas no parque, e quando ela cansasse, iamos embora. Mas nao foi bem assim que aconteceu. Como nao ficamos nos hoteis do complexo, pagavamos 20 dolares por dia para estacionar. Num cambio 1:4, a gente aproveitava ao maximo esse valor. Entao acordavamos, desciamos para o cafe da manha do hotel e parque. Nossas saidas variavam conforme a be dormia ou conforme a chuva aparecia. Embora pequenos, os parques tinham uma area destinada para criancas. O que nao tinha notado é que ela poderia acessar apenas alguns brinquedos. Nunca tive que observar isso, porque sempre tive acesso a tudo. mas dessa vez, demos a volta no parque, e pudemos ir em alguns poucos brinquedos, especialmente focados para criancas. Obvio que poderiamos nos revezar e deixar marido com ela enquanto eu fosse nas montanhas russas, mas ja tinhamos ido tantas vezes naqueles parques! Nosso foco realmente era ficar os tres juntos, e assim fizemos. A alimentacao nos parques e sofrida para todos. Cara (3 dolares a garrafinha de agua) e pouco variada, mas memso assim nao tenho do que reclamar. As pouquissimas opcoes sempre eram adaptaveis para dietas gluten free. Comi macarrao gluten free, pao gluten free, e fui comunicada de contaminacao cruzada em quase todos os restaurantes. Impressionante. A dieta da be foi vergonhosa nesses dias. cafe da manha ofereciamos cafe com leite, suco de laranja, frutas, pao e muffim. uvas, melancia ou melao de lanchinho; o almoco variava conforme o nosso. Teve nuggets, macarrao sem molho, frango assado, milho na espiga, hamburger. Mais frutinhas no lanche, e as vezes ela comia pretzels tambem. O jantar era uma variacao do almoco, sendo que alguns dias ela comeu pizza. E o leite da noite. Todos os lugares que fomos tinham trocadores, cadeiroes, talheres pequenos, giz de cera e menu kids. O menu kids era sofrivel de um modo geral, mas encontramos algumas opcoes decentes, como um file de peito de frango grelhado com brocolis e suco de maca. O menu kids era sempre em torno de 6 dolares, mas raramente ela comia todo o menu. Algumas vezes, davamos um pouco do nossos pratos, outras pediamos menu kids. Ela gostou muito dos brinquedos e parques da universal. Embora nao conhecesse os personagens que via passar, tudo chamava a atencao. O barulho, a musica, os carrinhos das montanhas russas, as criancas fantasiadas de princesas. Fomos no carrossel e em outros brinquedos proprios para ela, e como disse, iamos embora cedo, muitas vezes por conta da chuva. Deixei para a segunda feira nossa ida para o magic kindom, que pagamos 120 dolares cada adulto. Ate 3 anos criancas nao pagam. Infelizmente o tempo nao colaborou. Chegamos tarde no parque, eram umas 10 e meia, e quando foi 1 da tarde, a chuva nao passava. Be dormiu. Tinhamos um bebe dormindo no carrinho e o ceu carregado. Colocamos a capa de chuva no carrinho e fomos embora, com o coracao partido. Eu sem voz, o marido gripado, de tanto pegar chuva. Terca feira o dia amanheceu maravilhoso. Nao aguentavamos mais ir na universal. Tinhamos usado nosso unico ticket da Disney. Fomos fazer o que faltava: comprar os presentes, encomendas, e passamos o dia no entra e sai de lojas, correndo do sol escaldante. No fim do dia, estava de mau humor. Nao podia acreditar que o sol tinha firmado o dia todo, finalmente. Na saida do wallgreens, o marido fala: amor, se vc faz assim tanta questao, a gente amanha vai de novo para o magic kindodm. Naquele momento, ele foi promovido a melhor marido do mundo. Sim, era caro. Sim, o cambio ta de doer, sim, eu nao fazia a menor questao de lembrar de nada disso. Eu estava ali e topei. E dormi rezando para o dia acordar azul. E acordou. Um ceu lindo, limpo, azul, e um sol escaldante. 34 graus, muito protetor solar e la estavamos nos, aproveitando cada brinquedo do parque. Novamente nao tinha notado, mas fica a dica: no MK, 99% dos brinquedos sao para todas as idades. Mesmo os carrinhos, ela podia entrar. Fomos no its a small word, no castelo, no show dos ursinhos country bear, no dumbo, nas xicaras, no 3D (tinha que ver ela esticando os bracinhos achando que conseguia alcancar o donald!!!!), no monstros, aladim, pooh, pequena sereia, carrossel e vimos a parada do dia. Ela dormiu no carrinho e ficamos no restaurante (ar condicionado) esperando ela acordar. Tiramos foto com o Pateta, pluto, donald e com ele... o Miki! Ela entrava nos brinquedos e se deliciava. Nao reconhecia todos os personagens, mas se encantava e ia enunciando tudo o que via: o peixe! A estrela! O Puto! O Donald! O Miki! A flor! O sol! Ta escuro... Muitas pessoas me falaram: ah, mas ela nao vai aproveitar. Realmente, quando se fala ingles e se conhece todos os personagens, se aproveita mais. mas foi taaaaao legal. Foram momentos taaaaao felizes. Nos tres, num lugar magico.... Pretendo voltar com ela com 4-6 anos novamente. E dai fico so na Disney mesmo. Nos dias de parque, minha mala incluia: - short, camiseta, calca e casaco - 5 fraldas - fralda de pano - necessaire - pote com biscoito - mamadeira com agua - protetor solar - capa de chuva - babador - talheres - chapeu Na entrada de todos os brinquedos fechados, vestiamos um casaco de trico nela. Essa mala era uma mochila, que ficou pendurada no carrinho. Logo no primeiro dia, compramos um carrinho na Target. Eu ja tinha pesquisado pela internet, e estava o mesmo preco que na Amazon. Optamos pelo chicco liteway plus, que segue ate 22kilos. Dois dias depois, encontramos o mesmo carrinho 40 dolares mais barato na bed bath beyound. O carrinho e otimo, eu to adorando e recomendo super. Esse dia extra de parque foi tudo o que sonhamos quando fechamos a viagem. Um dia de sol muda tudo, mas nao ha comparacao entre os parques da Disney e universal. Novamente pude comer tudo sem gluten, num menu com poucas opcoes, mas muito saboroso e com a preocupacao de contaminacao cruzada. No outro dia ja tinhamos que voltar, nossa viagem foi mesmo bem corrida. Dez dias que passaram rapido demais. Mas aproveitamos muitooooo Por volta de 7 da noite jantavamos os tres. Enquanto marido pedia a conta, iamos no banheiro e eu trocava a fralda e a be saia do restaurante de pijama. Ela adormecia no carro, na volta. Colocava ela dormindo na cama, dava a mamadeira e ela so chamava no dia seguinte. Algumas noites me chamou, eu atendi e ela voltou a dormir. Outras noites, ela nao dormia no carro, e dai era um baile. Tinhamos que deitar os tres juntos, para dormir. Ela nao admitia que a gente pudesse ficar acordado enquanto ela dormisse, entao ela dormia na cama, no meio da gente, e eu acordava a noite e levava-a para a cama dela. A volta tambem foi voo noturno, e foi super tranquilo. Desconfortavel. Cheguei quebrada. Mas nada de pitis. Ela dormiu. Na noite de volta para casa ela resistiu. Nao quis ir dormir no bercinho. Dizia que estava com sono, e quando eu dizia: entao vamos para o berco. Ela respondia que nao, que iamos para a cama (os tres). Levamos 40 minutos discutindo, poe no berco, chora, tira do berco, poe no berco e ela dormiu. Hoje dormiu em 15 minutos. Durante a viagem ela comeu muito pouco. Estranhou o ambiente e o tempero, mas voltou comendo de tudo com gosto. Trouxemos poucas coisas para ela. Com o dolar a quase 4, comprei pouquissimas roupas. Camisetinhas a 5 dolares e jeans a 10, trouxe poucas pecas. Para mim tambem comprei pouco, exceto um aspirador robo que eu ja queria fazia tempo. Voltamos com tres malas apenas. Nosso recorde. Mas meu celular mal consegue guardar video, de tantas fotos que tiramos. Volto com a memoria cheia de boas lembrancas, e feliz pela linda viagem.