terça-feira, 16 de outubro de 2012

Exames


Pois não é que ontem levei o maior susto?
Susto pelo lado bom e pelo lado ruim.
Encontrei o meu exame e do Má de cariotipo banda G. Tudo ok, graças a D'us. Mas a questão é: o Dr Arnaldo me pediu o exame.... então ele mal olhou a pilha que eu levei para ele!!
E a boa notícia é que o Dr Luís não tinha deixado passar esse exame não!!! Ufa!!!

Relacionei numa tabela todos os exames que fiz, com numeros de referencia, datas, resultados. Eis a lista dos exames que eu fiz, tirando os ultrassons e hemogramas:

 Anticporpos anti fosfatidil etanolamina aFE IgA
 Anticporpos anti fosfatidil etanolamina aFE IgG
 Anticporpos antifosfatidil etanolamina aFE gM  
25 OH Vitamina D
anti HTLV I/II
Anti mulleriano
anti TG
anti TPO
Anticorpos anti tireoglobulina
Anticorpos antir peroxidase tireoidiana
Anticporpos anti fosfatidil serina AFS IgA
Anticporpos anti fosfatidil serina AFS IgG
Anticporpos anti fosfatidil serina AFS IgM
Anticporpos anticariolipina ACL IgA
Anticporpos anticariolipina ACL IgG
Anticporpos anticariolipina ACL IgM
Bacteroscopico secrecao vaginal
CA 125
cariotipo banda G
CEA
Citomegalovirus IgG
Citomegalovirus IgM
Clamydia
cortisol 16 horas
cortisol 8 horas
Cross match após 3a dose linf B
Cross match após 3a dose linf T
cross match linfocito B
cross match linfocito T
E2
Fan
Fator V de leiden
FSH
Gonorrea
hepatite A
Hepatite B
Hepatite C
Histerossalpingografia
Histeroscopia com biopsia
HIV
Lh
NK sangue CD3-CD16+CD56+
NK sangue CD3-CD16+CD56+
Nk sangue linfocitos totais
PRL
Protombina
Rubeola IgG
Sifilis
Tiiodotironina T3
tiroxina livre T4L
TMPA Treponemicos
Toxoplasmose
TSH
VDRL

Loucura, né? Então, ainda tenho que refazer a histerossalpingografia, a Histeroscopia, dessa vez fazer a biopsia das celulas NK do endométrio, e tem mais uns outros, que o Dr Arnaldo pediu. Qualquer dia, acho que eles vão assinalar todo o "cardápio" de exames kkkkkkkkk Meu plano de saúde deve me odiar!!!! kkkkkk

Ainda não sei o que fazer. se sigo com o Dr Arnaldo, que mal olhou meus exames, ou se retorno para o Dr Luis. O fato é: minhas amigas queridas do e-family amaaammmm o Dr Arnaldo, e uma outra amiga tbm me deu boas referencias. Enquanto os resultados não saem, vou pensando e amadurecendo o que fazer....

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Fe


Gostaria de falar um pouco sobre a fé.
Não sei se são os hormônios, mas ando com muita oscilação. Tudo oscila. Meu humor, minhas vontades, minha fé.

Passamos por diferentes fases... houve uma época em que eu acreditava tão positivamente que tudo daria certo! Foi quando fizemos a última FIV, e eu acreditava que tínhamos feito todos os exames, que era chegada a nossa hora. Tinha certeza que D'us estava comigo, tinha certeza que de Setembro eu não passaria sem meu risquinho no teste de gravidez.

A cada não, a cada negativo, o meu mundo desmoronou, e a cada reconstruída, tudo é diferente. Hoje, tenho só uma voz lá no fundo que diz que vou ser mãe. Será que perdi a minha fé? Um amigo querido e muito religioso, que torcia pela gente na última FIV, me mandou a seguinte pergunta quando disse que o resultado foi negativo: 'Thais, será que alguem está testando a sua fé?"

Essa pergunta ficou na minha cabeça até hoje. Será?

Putis, já passamos por tanta coisa, que ás vezes acho que Ele se esqueceu de mim, que o tempo dele é diferente e nem relógio Ele usa mais. Negativa né? Pois é. Mas é tão dificil se manter positiva! Meu D'us, como é dificil.

Como é dificil acordar e não ter uma data para um novo tratamento. Manter a dieta, as vitaminas, a fé... onde foi que eu deixei a minha fé? Será que eu a perdi?

Estudando religião, percebo que as matriarcas, quando queriam filhos, pediam a D'us uma vez só. E Ele sempre as atendia. Hannah, ele a atendeu prontamente. Ela pediu, voltou para casa, comeu, o marido a procurou e D'us a atendeu. Já Sarah, pobre Sarah.... aos noventa anos. Mas mesmo assim, elas pediam somente uma vez. Será que foi esse meu erro? Pedir 10 vezes ao dia, todos os dias? O que é ter fé? É pedir uma vez e ter certeza que você será atendida? Ou falar com Ele a cada vez que vc sente o vazio de não ser mãe?

Gostaria de poder ler um manual 'como reestabelecer a sua fé'.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Etiqueta e infertilidade 13 regras de etiqueta



13 regras de "etiqueta" na infertilidade
Gostaria de imprimir e andar com isso na bolsa, ou ainda mandar para todos os meus contatos, viu...
" Existem boas chances de que você conheça alguém que está lutando com a infertilidade. Mais de 5 milhões de pessoas em idade fértil nos Estados Unidos estão passando por infertilidade. Ainda assim, como sociedade, estamos lamentavelmente mal informados sobre como dar o melhor apoio emocional para as pessoas que amamos neste período difícil.
A infertilidade é, realmente, uma luta muito dolorida. A dor é parecida com o luto por perder um ente querido, mas é única porque é um luto recorrente. Quando um ente querido morre, ele não vai voltar. Não há esperança de que ele irá voltar dos mortos. Você deve passar por todos os estágios do luto, aceitar que nunca mais verá essa pessoa novamente, e seguir em frente com sua vida.

O luto da infertilidade não é tão metódico. As pessoas inférteis ficam de luto pela perda de um bebê que eles podem nunca chegar a conhecer. Elas ficam de luto pela perda de um bebê que teria o nariz da mamãe e os olhos do papai. Mas a cada mês, há a esperança de que talvez este bebê tenha sido concebido finalmente. Não importa o quanto eles tentem se preparar para más notícias, eles ainda esperam que este mês seja diferente. Então, as más notícias chegam novamente, e o luto cobre o casal infértil mais uma vez. Este processo acontece mês após mês, ano após ano. É como ter um corte profundo que se abre novamente justo quando começava a cicatrizar.
Quando o casal decide seguir em frente com os tratamentos para infertilidade, a dor aumenta enquanto a conta bancária diminui. A maioria dos tratamentos para infertilidade envolve o uso de hormônios, que alteram o humor da usuária. Os testes são invasivos e envergonham os parceiros, e você sente que o médico assumiu o controle do seu quarto. E para todo este desconforto, você paga muito dinheiro. Os tratamentos para infertilidade são caros, e a maioria dos planos de saúde não cobrem os custos. Então, além da dor de não conceber um bebê a cada mês, o casal tem que pagar algo em torno de R$15.000,00 por cada tentativa, dependendo do tratamento utilizado.
Um casal eventualmente resolverá o problema da infertilidade de alguma destas três maneiras:
· Eles eventualmente conceberão um bebê.
· Eles vão parar com os tratamentos de infertilidade e decidir viver uma vida sem filhos.
· Eles encontrarão uma alternativa para ser pais, como a adoção.
Chegar a uma solução pode levar anos, então seu casal de amigos amado precisará de seu apoio emocional durante esta jornada. A maioria das pessoas não sabe o que dizer e por isso acaba dizendo a coisa errada, que apenas torna a jornada ainda mais difícil para seus entes queridos. Saber o que não dizer já é metade da batalha ganha para dar apoio. Então.....

1 - Não diga a eles para relaxar
Todo mundo conhece alguém que teve problemas para engravidar, mas que finalmente conseguiu logo que ela "relaxou". Casais que conseguem engravidar após alguns meses de "relaxamento" não são inférteis. Por definição, um casal não é diagnosticado como infértil até que tenha tentado sem sucesso engravidar por um ano completo. Comentários como "apenas relaxe" ou "por que vocês não fazem uma viagem" criam ainda mais estresse para o casal infértil, especialmente para a mulher. Ela sente que está fazendo alguma coisa errada, quando, na verdade, há uma boa chance de que haja um problema físico que a esteja impedindo de engravidar.

2 - Não minimize o problema
A falha em conceber um bebê é uma jornada muito dolorosa. Os casais inférteis estão cercados de famílias com crianças. Estes casais vêem seus amigos terem dois ou três filhos, e vêem estas crianças crescerem enquanto voltam para o silêncio de suas casas. Estes casais vêem toda a alegria que uma criança traz para a vida de uma pessoa, e sentem o vazio de não serem capazes de experimentar a mesma alegria.
Comentários do tipo, “aproveite que você pode dormir até tarde… viajar… etc.” não oferecem conforto. Ao contrário, estes comentários fazem com que o casal infértil se sinta como se você estivesse minimizando a dor deles. Você não diria a alguém cujo pai acabou de morrer que ele deveria ficar feliz, pois não vai mais ter que gastar dinheiro com o presente de Dia dos Pais. Deixar de ter aquela obrigação nem mesmo está perto de compensar a incrível perda de um pai ou mãe. Da mesma maneira, poder dormir até tarde ou viajar não fornece conforto a alguém que quer uma criança desesperadamente.

3 - Não diga que há coisas piores que poderiam acontecer
Nestes mesmos termos, não diga a seus amigos que há coisas piores que poderiam acontecer do que o que eles estão passando. Quem é a autoridade final sobre qual é a "pior" coisa que poderia acontecer a alguém? É passar por um divórcio? Ver alguém querido morrer? Ser estuprada? Perder um emprego?
Pessoas diferentes reagem a diferentes experiências de vida de maneiras diferentes. Para alguém que treinou a vida inteira para participar das Olimpíadas, a “pior” coisa que poderia acontecer é um ferimento na semana anterior ao evento. Para alguém que deixou a carreira para se tornar uma dona de casa por 40 anos após o casamento, ver seu marido trocá-la por uma mulher mais nova pode ser a “pior” coisa. E para uma mulher cujo único objetivo de vida é amar e nutrir uma criança, a infertilidade pode sim ser a “pior” coisa que poderia acontecer.
As pessoas jamais sonhariam em dizer a alguém cujo pai acabou de morrer, “Poderia ser pior, seu pai e sua mãe poderiam estar mortos”. Tal comentário seria considerado cruel e não reconfortante. Do mesmo modo, não diga à sua amiga que ela poderia estar passando por coisas piores na vida do que a infertilidade.

4 - Não diga que eles não foram feitos para ser pais
Uma das coisas mais cruéis que alguém já me disse foi: ‘Talvez Deus não queira que você seja mãe". Quão inacreditavelmente insensível é insinuar que eu seria uma mãe tão ruim que Deus achou melhor me "esterilizar divinamente". Se Deus estivesse no ramo da esterilização das mulheres no plano divino, você não acha que ele preveniria as gravidezes que terminam em abortos? Ou então não esterilizaria as mulheres que terminam por negligenciar e abusar de seus filhos? Mesmo que você não seja religioso, os comentários do tipo "talvez não seja para ser" não são reconfortantes. A infertilidade é uma condição médica, não uma punição de Deus ou da Mãe Natureza.

5 - Não pergunte porque eles não tentam a FIV (Fertilização in vitro)
As pessoas freqüentemente perguntam, "Por que você não simplesmente tenta a FIV?‘ da mesma maneira casual como perguntariam "Por que você não tenta comprar numa outra loja?" Há muitas razões pelas quais um casal escolheria NÃO ir por este caminho. Aqui estão algumas delas.
- A FIV é cara e com baixas possibilidades
- A FIV é fisicamente difícil
- A FIV traz questões éticas
Um casal que escolha passar pela FIV tem um caminho difícil e caro pela frente, e eles precisam de seu apoio mais do que nunca. Os hormônios não são brincadeira, e o custo financeiro é imenso. Seus amigos não estariam escolhendo esta rota se houvesse um caminho mais fácil, e o fato de estarem dispostos a suportar tanto é mais uma prova do quanto desejam se tornar pais de uma criança. Os hormônios tornarão a mulher mais emotiva, então ofereça seu apoio e mantenha suas perguntas para você.

6 - Não brinque de médico
Uma vez que seus amigos estejam sob os cuidados de um médico, o médico fará inúmeros testes para determinar porque eles não conseguem engravidar. Há muitas razões pelas quais um casal não consegue engravidar. Aqui estão algumas delas:
. Trompas de Falópio bloqueadas
. Cistos
. Endometriose
. Baixos níveis hormonais
. Baixa contagem de esperma de "formas normais"
. Baixo nível de progesterona
. Baixa contagem de espermatozóides
. Baixa Mobilidade dos Espermatozóides
. Paredes uterinas finas

7 - Não seja grosseiro
É horrível que eu tenha que incluir este parágrafo, mas alguns de vocês precisam ouvir isso ­ não faça piadas grosseiras sobre a posição vulnerável de seus amigos. Comentários grosseiros do tipo "Eu doarei o esperma‘ ou ‘Tenha certeza de que o médico usará o seu esperma mesmo para a inseminação‘ não são engraçados, e apenas irritam seus amigos.

8 -Não reclame da sua gravidez
Esta mensagem é para as mulheres grávidas ­ apenas estar ao seu redor já é muito doloroso para suas amigas inférteis. Ver sua barriga crescer é um lembrete constante do que sua amiga não pode ter. A não ser que a mulher com problemas de infertilidade planeje passar o resto de sua vida numa caverna, ela deve encontrar uma maneira de interagir com mulheres grávidas.

Entretanto, há algumas coisas que você pode fazer como sua amiga para tornar as coisas mais fáceis.
A regra número um é NÃO RECLAME DA SUA GRAVIDEZ. De acordo com minhas amigas, quando você está grávida, seus hormônios ficam loucos e você passa por muitos desconfortos, tais como enjôos, estrias e fadiga. Você tem todo o direito de reclamar sobre os desconfortos para qualquer pessoa na sua vida, mas não coloque sua amiga infértil na posição de confortá-la.
Essa sua amiga daria qualquer coisa para passar pelos desconfortos que você está passando porque estes desconfortos vêm de um bebê crescendo dentro de você. Quando eu ouvia uma mulher grávida reclamar sobre os enjôos matinais, eu pensava, “Eu ficaria feliz em vomitar nove meses seguidos se isso significasse que eu iria ter um bebê”. Quando uma mulher grávida reclamava dos quilos a mais, eu pensava “Eu amputaria um braço se pudesse estar no seu lugar”.
Eu conseguia participar de chás de bebê e ir a hospitais visitar os bebês recém nascidos de minhas amigas, mas era difícil. Sem exceções, era difícil.

Compreenda as emoções de sua amiga infértil, e dê a ela a permissão de que precisa para ficar feliz por você, enquanto ela chora por ela mesma. Se ela não conseguir segurar seu bebê recém nascido, dê tempo a ela. Ela não está rejeitando você ou o bebê; ela está apenas tentando trabalhar a dor que sente antes demonstrar a sincera felicidade que sente por você. O fato de que ela esteja disposta a sentir esta dor para celebrar a chegada de seu novo bebê fala muito sobre o quanto a sua amizade significa para ela.

9 - Não os trate como se fossem ignorantes
Por alguma razão, as pessoas parecem pensar que a infertilidade faz com que os casais se tornem irrealistas sobre as responsabilidades de ser pais. Eu não entendo a lógica, mas muitas pessoas me disseram que eu não me importaria muito com um filho se eu soubesse a responsabilidade que estava envolvida em ser mãe. Vamos encarar ­ ninguém pode saber realmente as responsabilidades envolvidas em ser pais até que sejam, eles mesmos, pais. Isto é verdade quer você tenha conseguido conceber após um mês ou dez anos. A quantidade de tempo que você passa esperando por este bebê não influencia na sua percepção de responsabilidade. Mais ainda, as pessoas que passam mais tempo tentando engravidar têm mais tempo para pensar nestas responsabilidades. Elas provavelmente também já estiveram perto de muitos bebês enquanto seus amigos iniciavam suas famílias.Talvez parte do que influencia esta percepção seja que os casais inférteis têm um tempo maior para “sonhar” sobre como será quando forem pais. Como qualquer outro casal, nós temos nossas fantasias - meu filho vai dormir a noite toda, jamais fará escândalos em público, e sempre comerá legumes e verduras. Deixe-nos ter nossas fantasias. Estas fantasias são algumas das poucas recompensas que temos como futuros pais - deixem-nos com elas. Vocês podem nos olhar com aquela cara de “eu te disse” quando nós descobrirmos a verdade mais tarde.

10 - Não insista na idéia de adoção (ainda)
A adoção é uma maneira maravilhosa de casais inférteis se tornarem pais. Entretanto, o casal precisa resolver várias questões antes de estarem prontos para se decidir pela adoção. Antes que eles possam tomar a decisão de amar o "bebê de um estranho", eles precisam primeiro passar pelo luto do bebê que teria os olhos do papai e o nariz da mamãe. Os assistentes sociais que trabalham com adoção reconhecem a importância deste processo de luto. Você precisa, de fato, superar esta perda antes de estar pronto para o processo de adoção. O processo de adoção é muito longo, e não é uma estrada fácil. Por isso, o casal precisa ter certeza de que pode abrir mão da esperança de um filho biológico e que pode amar uma criança adotada. Isto leva tempo, e alguns casais jamais poderão chegar a este ponto. Se seus amigos não puderem amar um bebê que não seja o deles, então a adoção não é a decisão mais acertada para eles, e certamente não é a decisão mais acertada para o bebê.

11 - Deixe que eles saibam que você se importa com eles
A melhor coisa que você pode fazer é mostrar aos seus amigos inférteis que você se preocupa com eles. Mande cartões. Deixe-os chorar em seu ombro. Se eles são religiosos, deixe que eles saibam que você está rezando por eles. Ofereça o mesmo apoio que você ofereceria a um amigo que acabou de perder um ente querido. Apenas o fato de saberem que podem contar com você diminui o peso da jornada e faz com que eles saibam que eles não vão passar por isto sozinhos.

12 -Não faça fofocas sobre a condição de seus amigos
Os tratamentos para infertilidade são muito particulares e embaraçosos, razão pela qual muitos casais escolhem passar por eles em segredo. Os homens especialmente não gostam que as pessoas saibam dos resultados de seus testes, como a contagem de esperma. As fofocas sobre a infertilidade geralmente não são mal intencionadas. Os fofoqueiros são pessoas bem intencionadas que estão apenas tentando descobrir mais sobre a infertilidade para que possam ajudar seus entes queridos.
Independentemente do porquê você está repassando esta informação para outra pessoa, machuca e envergonha sua amiga descobrir que a Maria, a caixa do banco, sabe qual a contagem de esperma do seu marido e quando a sua próxima menstruação vai chegar. A infertilidade é algo que deve ser mantida tão particular quanto a sua amiga desejar. Respeite sua privacidade, e não repasse nenhuma informação que sua amiga não tenha autorizado.


13 - Apóie a decisão deles de parar com os tratamentos
Nenhum casal pode suportar tratamentos de infertilidade para sempre. Em algum ponto, eles vão parar. Esta é uma decisão agonizante para se tomar, e envolve ainda mais dor. Uma vez que o casal tenha tomado a decisão, simplesmente o apoie. Não os encoraje a tentar novamente, e não os desencoraje da adoção, se esta for a opção deles. Uma vez que o casal tenha atingido esta resolução (que seja viver sem filhos ou adotar uma criança), eles poderão finalmente encerrar este capítulo. Não tente abri-lo de novo.

Escrito por Cláudia Collucci
Jornalista da Folha de S.Paulo, mestre em história da ciência pelo PUC de São Paulo, autora dos livros ("Quero Ser Mãe", editora Palavra Mágica, e "Por Que a gravidez Não Vem?", editora Atheneu)
http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/"

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Recarga de baterias


Considerando que os exames vão demorar... acho que não tenho muito mais para fazer.

Hoje agendei os exames, farei na quinta, porque ondem tomei um vinhozinho =). O cariótipo, demora 40 dias, a histerossalpingografia, só posso agendar depois da M, e a histeroscopia, somente no mês que anteceder a proxima FIV.
Já estou fazendo o que está no meu alçance, e ontem, conversando com uma amiga, me dei conta de que estou super bitolada, vendo minha vida passar. Enquanto o proximo tratamento nao chega, vou curtir, viajar, namorar.
Nao me restam muitas alternativas.
Chorar e ficar triste não engravida.

Sei que todos estao torcendo por nós; Minha sogra, tadinha, é pura torcida. Mas fazer, só nós podemos fazer alguma coisa, e percebi ontem que o que melhor posso fazer nesse momento é curtir a vida, não deixar ela passar até o tto.

Talvez a gente faça uma viagem com um casal de amigos. Quer saber? É disso que estamos precisando... não pensar mais nisso, curtir um tempo como casal, dar risada. Desestressar.
Recarregar as baterias da gente como casal.

4a Clinica - IPGO


5 de Outubro de 2012

Hoje fomos na IPGO, passar com o Dr. Arnaldo. As meninas do e-family me indicaram e fomos lá. Levei todos os exames, e quando falo todos, nossa, dá quase um quilo de papel. Ele deu uma olhada por cima - foi realista, falou que tem que colocar numa planilha todos os exames - mas logo falou que faltavam algumas investigações. cariótipos, histerossalpingografia (DE NOVO!!! PQP!!!), novo espermograma, pesquisa de células NK no endométrio...
Poxa, eu já tinha feito TODOS os exames do MUNDO! Isso era o que eu pensava.... Que desânimo! sei que era para ficar animada, mas poxa. Quando será que isso vai ter fim? E o Má está numa fase que colocou na cabeça que não precisamos de tratamento, que vamos engravidar naturalmente. Ótimo. Vamos ficar tentando o quê? Mais 4 anos, esperar eu chegar nos 35 e falar: ih, agora dificultou ainda mais????
E vamos falar a verdade: com o espermograma dele, o negócio é sofrido! O médico olhou e falou: com esse espermograma, só FIV. Saímos de lá, o Má fala assim: viu, amor, podemos engravidar sem tratamento. Meu, será que ele é surdo???? Burro sei que não é... É audicao seletiva, o que é meoooo??? Nossa, fiquei furiosa!
As últimas vezes que os médicos nos pediram exames, corri para fazer, e ele nunca fazia o espermograma. Meo, de boa, não vou sair correndo para fazer aquele exame horroroso que é a histerossalpingografia e o bonito não fazer os exames dele. me entregue o comprovante do seu que eu marco o meu. To cansada de tudo. Dos exames, de remédios, de consultas, de resultados negativos, da falta de comprometimento do marido. Ele remarcou 4 vezes a consulta com o Dr Arnaldo. O sonho de ser mãe sempre foi meu, ele nunca escondeu isso de mim. No meio do caminho, ele comecou a sonhar junto, mas sinto que ele nunca sofreu junto. E é isso que é pior... sofrer sozinha. Tenho apenas as minhas amigas do e-family que entendem um pouco do que eu sinto, mais ninguém. Minha mãe sabe que faço tratamento, mas me disse que é besteira fazer isso, que eu só tenho que relaxar que o neném vem. Cansei de explicar, parei de falar.
Meu pai, diz que sou negativa, por isso não fico grávida. poxa, faço de tudo, inclusive tento me manter positiva, tento ter pensamentos bons e positivos, mas é muito dificil!!! E a minha irmã se propos a doar óvulos. Já viu meu mileriano? É altissimo!!! E ela tem 5 anos a mais do que eu!!! Muito sozinha, que fase ruim essa que estou. Tomara que passe logo.
Tomara mesmo que todos tenham razão. Que num dia desses eu apareça grávida "sem querer".
O que fazer enquanto isso? Fazer os exames, claro. E tomar as vitaminas C, D, E, ácido fólico, sem glúten, sem lactose, castanhas do pará, inhame, gelatina. O médico hoje incluiu ómega 3 e coenzima. Se eu não acreditar, se não for eu a correr atras do meu sonho... Se não for eu a me manter forte e firme para as batalhas e exames que vem pela frente... Só tenho que encontrar aquele fiapinho de força que ainda tenho guardado, em algum lugar.

Pensamentos


3 de Outubro de 2012

Pensamentos a mil...
Viajamos nesse fim de semana, mas como disse o Má, "eu não estava ali". Dificil desligar, porque ter um filho passou de ser um sonho, ja faz parte de mim. Mas foi gostoso, viajar é sempre bom. Minha M desceu na viagem, agora é decidir o que faremos nos proximos meses. A vacina vence nesse mes, tomo de novo ou não? Tentamos natural ou outra FIV? mantemos o Dr Luis ou trocamos de médico?
Muitas duvidas. Minha tia indicou um medico velhinho da família. Pode ser, mas e no mes que vem? Fico tentando até quando?
Comprei um brinquedo de bebê. Guardo junto com uma roupinha. Será que estou louca?
Consulta com o Dr. Arnaldo amanha..... vamos ouvir mais uma opiniao...

Se


27 de Setembro de 2012

Fazia tempo que não postava nada né? Passei - e ando passando- por uma fase difícil. Agora São 4 da manhã, difícil dormir, minha cabeça a mil.
Nessas semanas, tive a má compania do SE. odeio o SE, mas de vez em quando ele insiste em aparecer.
Tínhamos decidido, no ultimo ciclo, que seguiríamos para a nossa proxima FIV agora em outubro. Mas já ouvimos de dois médicos que não precisaríamos tecnicamente de uma FIV. Mas ao mesmo tempo, nem a FIV pôde nos ajudar. É uma coisa confusa e complicada, dificil de entender, de aceitar, de conviver. Daí, veio a primeira pergunta: será que o Dr. está correto? Não deveria ouvir outra opinião? Ao mesmo tempo, confio nele, então porque ouvir outra opinião?
Tudo isso me desanimou para continuar o tratamento. Marquei e remarquei outro médico, a agenda do maridão ainda não permitiu a consulta.
Vamos tentar naturalmente. Mas esses anos de tratamento colocaram os médicos sentados na nossa cama, nossa vida sexual já não é a mesma há tempos, parece que perdemos o fio da meada... Ainda temos desejo um pelo outro, mas transar, perdeu aquele descompromisso, virou aquela pressão. Como não pensar em filhos se é o que eu mais sonho, mais desejo? E enquanto tudo isso, tic-tac. o Último mês das vacinas é agora. Será que vale a pena essa pausa?
As perguntas não deixam a minha cabeça.... E SE a gente não conseguir de fato engravidar? E se passarem 10, 15 anos? Se for uma compatibilidade entre os dois? Será que eu aguento viver sem ser mãe? Qual o sentido da vida de uma mulher se ela não puder ser mãe? O que é ser mãe? Tive uma conversa com a minha sogra, que me contou sobre o sobrinho dela, que é adotado. Nossa, como eu sonho em segurar um bebezinho no colo, e ela me contando tudo aquilo, como foi a adoção do primo do Má, mexeu comigo. E vem aquele sonho de criança, de ter um filho com a minha cara, com o jeito do pai. E SE eu não puder isso? E SE a maternidade não estiver ao meu alcançe? Como ser feliz sem isso, como aceitar que o meu maior sonho é intangível? Será que a adoção é meu destino? Nesse momento, a adoção não é uma opção, mas ao mesmo tempo, como não amar um bebê?
Nossa, que deprê, quantas coisas passando pela minha cabeça.
Sei que pensamentos assim nao ajudam, só atrapalham. se alguem me contasse, diria para ficar calma e tranquila, para tentar nao pensar nisso. mas é dificil, diria que é impossível. Se ao menos eu tivesse alguma coisa para me amparar... se tivéssemos o ânimo de antes do tratamento... eu ainda poderia sonhar, mas é dificl demais me manter firme sem ter onde me segurar. Ao mesmo tempo, cada vez que me abro para alguém, percebo que ninguém tem calibre para entender o que sinto, o que vivo, o que penso. Nem o meu marido.
Os homens tem uma forma diferente de ver as coisas, de sentir (ou de não sentir). Quando falo alguma coisa para ele, parece que piora. Ele se cala, se fecha, e sempre diz para eu parar de pensar nisso. A verdade é que ele não aguenta me ver assim. Nesses anos, me olho no espelho e já não me encontro mais. Tinha um jeito de menina, tinha alegria. Entristeci, endureci, escureci. E não sei onde ou quando foi isso. Todos os dias em que acordo, penso: 'só por hoje não vou pensar nisso". Mas não dá. Está na minha alma, como tirar sonhos da nossa alma? Será que além da minha alegria, também vou perder meus sonhos???
E SE o neném não vier? O que vou fazer da vida? Como seguir?
Enquanto ele não vem, como se vive?
Como eu lido com tanta frustação????
Não sei quando retomaremos os tratamentos, nem SE retomaremos os tratamentos, e muito menos onde. Tá tudo tão confuso... Deve ser a minha TPM chegando... tomara que quando a M chegar, ela leve tudo isso embora.
Enquanto isso, permaneço sonhando. Continuo sem o gluten, sem a lactose, comendo inhame (uma amiga do e-familiy me indicou), os suplementos... É estranho, é como uma pausa fake. Parei, mas continuo. Faz sentido? Nada está nesse momento me fazendo sentindo.
Sei que tenho que me cuidar nessa fase. estou malhando que nem louca, engordei e inchei super com tanto hormônio. Tenho que retomar a minha auto-estima. Acho que faz um ano que não compro uma peça de roupa sem pensar se eu poderei usa-la quando a barriga crescer. Que barriga, cara pálida? Só compro roupa engravidável. Loucura isso... E daí vem aquele livrinho, o segredo, que diz que eu já tenho que me sentir gravida, que eu tenho que viver o que desejo... Putis, acho que estou em crise rsrsrsrsrsrs acho rsrsrsrsrsrsrs
Parei mas continuo, nao falo mas ainda penso.
Será que alguém nesse mundo me entende de fato????
Me sinto super sozinha. Vou tentar dormir mais um pouco...

Ha vida sem gluten!


18 de Setembro de 2012

Tinha escutado sobre uma padaria na Zona Norte, e estava na semana passada passando por perto, tinha ido à Vila Guilherme. Resolvi passar e tive uma aula. A padaria se chama Diaita, as atendentes sao umas fofas, super atenciosas, e saí de lá cheia de pães, bolachinhas, pates e requeijão. Tudo sem gluten e sem lactose.
Hoje completam uma semana sem gluten e lactose. Tirei a cafeína tabem. Querem saber? sem traumas, tá sendo tranquilo!!!
+++++++

Gluten free


12 de Setembro de 2012

Meninas,
Ontem fui à GO, para fazer os exames de rotina. Ela me pediu novas dosagens das vitaminas (já tomo há tanto tempo), mandou zinco para o maridão, nova dose de antiinflamatório para evitar reincidencia da endometrite e....
PEDIU QUE EU FICASSE UM PERIODO SEM GLUTEN.
HÃ?
A coisa é que como dei uma engordada com o tratamento, estou malhando que nem doida, e tinha logo depois da consulta, uma conversa com a Nutricionista da academia. E comentei com ela que a ginecologista tinha pedido para evitar gluten. "ah, é bom mesmo. mas porque, vc quer engravidar?" Resumindo muito, parece que o gluten e a lactose tem influencias na fertilidade. Enquanto escrevo, nem sei o que comer mais, mas deem uma olhada nesse site:
O site pondera várias coisas, acho válido cada tópico. E é uma verdade... quero tanto esse bebezinho... vou preparar o meu corpo para recebe-lo, e principalmente, no momento preciso de óvulos de qualidade melhor do que os da ultima FIV. Estou perdidaça, pensando que vou viver de maça, alface e luz. Mas é por nós dois (ou nós três??) que farei essa reeducação alimentar.
Se vai valer a pena? Com certeza... meu bebezinho já está a caminho...

Recomeco


10 de Setembro de 2012
Bem, acabamos de sair da consulta com o Dr. Luis. Gosto dele porque sinto que ele é sincero, verdadeiro. Mas há um certo desespero na sinceridade...
Basicamente, fomos entender tudo o que tinha acontecido com nossos queridos embriões. Deixamos na clínica na data da transferenecia 6 lindos embrioes, que nao se desenvolveram até blasto, e portanto, não tivemos congelamento. Embora eu tenha respondido bem ao estimulo - 21 ovulos, apenas 10 eram maduros. Mas desses 10, ele me mostrou... a maioria tinha anotações. Uns eram fragmentados, outros tinham pouca resistencia, eram frageis. Apenas 2 óvulos eram "normais". O espermograma, a mesma coisa. Nenhum peixinho nadava rápido, outros amorfos.
E mesmo para ele, não faz sentido. Éramos caso de no máximo uma inseminação, ele acredita que pelos exames, conseguiriamos engravidar naturalmente. Os dois jovens, não faz sentido nem para ele. E é complicado entender uma situação que nem o médico entende. Mas temos que buscar soluções.
Esse mês, vou fazer todos os exames possíveis.... check up super comfpleto, quero estar com a casa pronta esperando meus embriões lindos. Amanha vou na ginecologista, faz tanto tempo que nao sei a quantas está meu colesterol, e todos aqueles exames que médicos normais pedem!!! Há três anos que os exames são sempre pedidos em GO e clínicas!!! Vou me cuidar. Preciso me cuidar.
E o Má, ele sugeriu fazer um exame que mostre se há fragmentacao no DNA do esperma. Isso pode dificultar o sucesso do embrião. Temos que garantir embriões saudáveis na proxima vez. Mas muito desse sucesso vem da qualidade dos óvulos, e temo ter tomado muito remédio e ameacado a qualidade dos meus óvulos. Tenho enxaqueca desde os meus 7 anos, passei a infancia e adolescencia indo a neurologistas, e tomei tanto remédio forte..... Depois teve a cirurgia do meu ovário, há tantos anos... Tive um cisto hemorrágico com 14 anos. O cisto tinha 12 cm de diâmetro, e era de sangue. Toda a parte do meu ovário onde o cisto encostou ficou comprometida, e o médico tirou 2/3 do ovário. Na época, ele disse que não tinha nenhuma complicação, mas em momentos assim, tanta coisa passa na cabeça! O proprio Dr. Luis também acha que enquanto houver o ovário, pode-se contar com ele. MAS....sei lá.
Então é isso. Tocar o barco, esperar o mês que vem. Faremos uma FIV - nossa terceira e última FIV - com menos remédios. A estratégia será produzir menos óvulos, mas com muita qualidade. Mudaremos os medicamentos, talvez um ciclo mais longo, ou mais curto. Dr. Luis ainda vai estudar uma estratégia para nós.
Além de cuidar de todo o restante, hoje comprei "O Segredo", que sei que vai me ajudar a mentalizar nosso bebezinho, minha barriga linda, e um reluzente teste positivo que está por vir, dessa vez muito proximo. Para quem estiver lendo, que se lembre de se manter em pé, positiva, com muita fé. Ele está preparando um nenem lindo para todas nós treinantes.
Beijos positivos! +++++++++

Nenhum blasto


6 de Setembro de 2012

Bom dia!!!
Hoje, pela manha, resolvi ligar na clínica. Precisava saber se eu tinha algum blasto, porque depois do beta negativo, eu estava pensando que tentaria fazer as transferencias. Tinha deixado seis lindos e amados embrioeszinhos na clinica, e iríamos aguardar que eles virasse blastocistos para poder congelar. Como estava com muitas esperanca nessa transferencia, nao quis ligar para saber o desenvolvimento deles.
Com o negativo em mãos, comecei a pensar... e hoje resolvi ligar. As meninas disseram que nenhum evoluiu, e que tinham ligado para o Má, meu marido. Lindo.... nao teve coragem de me contar, estava segurando sozinho... Acho que é a forma que ele tem de me proteger. Nessas horas vejo como ele é especial, que forma carinhosa...
Mas daí fico com um milhao de pulgas atras da orelha: eu ja nao tinha feito de tudo???????????
raspagem do endométrio
3 vacinas
4a dose da vacina
heparina
Não consigo entender... fico me perguntando onde está o problema... Sabe, parecia que a gente ja tinha se cercado para que tudo desse certo!!! Mas nao. Estamos esquecendo de alguma coisa. O que será? Será que sao meus óvulos que são ruins? Teremos consulta com o Dr. Luis na segunda feira. Estou muito confusa, ja nao sei o que pensar. A unica coisa que peço é forças para nao perder a fé e continuar lutando.
Bom feriado a todas, beijos super positivos +++++++

Mais um negativo


Tive muita cólica a noite, a partir do 4º dia. Entrei em pânico. Entrei no Google. Dr Gloogle é sempre ótimo... descobri que era um bom sinal, que era o nenenzinho ‘fazendo ninho’. Que alívio! Que felicidade... Fora isso, passei muito bem. Os sintomas que eu tinha (dor nas costas, sono) eu não considerava porque com a quantidade de remédios que eu estava tomando... poderia mascarar. Voltei para casa com o pedido do exame, o tal Beta.
Os dias demoraram demais para passar. O mês de Agosto, nunca foi tão longo! 31 dias... nunca tinha percebido que Agosto tinha 31 dias. Nossa.... porque não 28, e pá, muda logo para Setembro???? 31 dias. Mas passou. E logo chegou Setembro, 4 de Setembro de manha, fiz um beta.
Saí grávida do laboratório, mas o resultado foi negativo. E é muito dificl pegar mais um resultado negativo. E é horrível contar para as pessoas que torciam para a gente que não foi dessa vez. Nossa, como é difícil me manter forte e de cabeça erguida. Vou continuar tentando, mas não sei quando terei forças de novo. A verdade é que estou exausta.... parece um pesadelo... me acorde quando estiver grávida, sim? Mas não existe isso.... Existem testes de fé, caminhos a serem percorridos. Cada pessoa tem a sua história, e essa é a nossa. Até hoje.
Olhando para trás, vejo como fui e sou forte. Nossa, quanta coisa já passamos. Quantos sonhos desfeitos e refeitos. Quantas batalhas, quanta esperança, quanta fé. E quando começo a chorar, penso: “porque não eu”, porque sei que sou forte e poucas pessoas conseguiriam ter chegado até aqui. Poucos casais ainda estariam unidos como estamos. Tantos outros já teriam se separado.
Sei que somente eu posso me ajudar nesse momento. Somente eu posso encontrar forças para não desistir do meu sonho. E começo a pensar se na verdade, o que devo fazer é dividir a minha historia com quem quiser ouvir. Porque tantas amigas nesse caminho fizeram tratamento (a gente sempre acaba sabendo), mas nenhum admite. Todas falam: ops! Fiquei grávida sem saber! E são tantas mulheres como eu, que sofrem em silencio, e não tem com quem conversar, com quem dividir. Sei que já consegui chegar mais longe do que muita gente. Ainda não cheguei onde quero, mas se a vida é a jornada... estou seguindo o meu caminho, passo a passo.
Não posso dizer que é ou que está sendo fácil. É difícil para caramba. É ouvir ‘relaxa que vem” da própria mãe toda a vez que recomeço um tratamento. É ter medo de injeção, respirar fundo e aplicar em si mesma uma injeção que dói pra caramba, e que te faz sangrar um montão se vc se corta. Mas vale a pena. Tem que valer a pena. Acho que para um sonho, não existe preço caro. E esse é meu sonho, essa é a minha história, até hoje, até aqui.
Amanha tem mais. Vou encontrar mais forças e recomeçar. Ainda não sei quantos embriões ficaram, quantos foram congelados. Marquei com o Dr Luis na semana que vem. Até lá, é acreditar que vai dar certo. A única coisa que tenho é a minha esperança e o sonho de ser mãe.

Nossa 2a FIV


Em Agosto, quando a minha mestruação veio, fiquei tão feliz pela primeira vez em tantos anos! Sabia que ali era o inicio de uma nova etapa. Marcamos o ultrassom logo de manhã. Quando descemos do carro, um passarinho pousou na árvore na nossa frente, e piou tanto! Senti que era D’us dizendo: vai dar certo! Siga em frente! Agora vai, não desanima! Ali começava uma nova fase. Nunca estive tão perto do meu neném, o Má estava se sentindo pai já. Entramos para fazer o ultrassom. Pensei assim: cada etapa vencida será uma conquista. Mês anterior, perdi a primeira batalha. Hoje vou ao menos poder começar. E ali estava meu útero, limpinho, meu ovários lindos esperando uma tonelada de remédios que estavam por vir.
Dia 9 de Agosto, comecei a estimulação para a FIV com ISCI. Dessa vez, tomei ainda mais remédios do que da primeira vez. As doses eram quase o dobro. Tomei 8 dias de Gonal, 8 dias de Menopur, Cetrotide, Ovidrel. E a Heparina, Vitamina D e ácido fólico. Cada dia aplicava de um lado da barriga, mas não era suficiente para a barriga descansar, tinham dias em que aplicava três, quatro injeções. Hirudoid nela. Passei na Welleda e comprei Arnica. Mas quando fui fazer o acompanhamento dos ultrassons, era só alegria! No dia em que marcamos a aspiração, contaram 18 óvulos! Que maravilha!! 18!!! E sabia que a cada ultrassom, era uma batalha ganha. Ganhei muitas batalhas até a aspiração. Tantas mulheres não tem respostas como as que eu tive.
Eu estava muito bem.
Marcamos a aspiração, e foi uma surpresa quando o médico disse que não eram 18, mas 21 óvulos. Uau. Mais três grandes chances!!! Dez tentativas, se transferisse 2 de cada vez. Mas daí ele me explicou que nem todos estavam bons, e que após a ICSI é que saberíamos SE eu teria embriões para a transferência.
Fui para casa.
Descansei o dia todo.
Não sangrei como da outra vez, não senti dor, nada.
Repousei, me guardei para o grande dia.
Aspirei na segunda, transferi na quinta. Terca e quarta passaram como tartarugas velhas. Nossa, como demorou para chegar o dia D. Mas ele chegou. E tínhamos embriões de qualidade B com 8 células! Ele escolheu os dois melhores e os demais, deixaríamos chegar a blastocistos. Nesse dia, percebi que metade dos óvulos estavam imaturos, e não poderiam ser aproveitados. Me dei conta que poderiam ser os do meu ovário esquerdo, que eu tinha operado há tantos anos atrás. Nunca imaginei que ele não tivesse se recuperado, mas me dei conta de que só posso contar com 1 ovário. Ou seja, isso responderia o porque não consigo de forma natural. O que para a maioria da população é em um ano, para mim poderia levar dois anos, se não posso contar com os óvulos do ovário direito. As coisas aos poucos vão fazendo sentido.
Mas o que realmente importava é que dos 21 óvulos, 10 estavam maduros, e 8 embriões tinham se formado. Alguns melhores, outros piores. Os melhores eu iria transferir. Deixamos para trás 6 embriões para se desenvolverem, e os que chegassem à etapa final, seriam congelados. Numa outra gestação, poderia só transferir.
Foi um momento mágico. O Má tirou a foto do vídeo, em que mostrava uma mancha que era o meu útero, com um endométrio super fofinho (3 lâminas, disse o dr Luis!) e um pinguinho, que eram os nossos bebês ali. Saí grávida.
Um passarinho pousou na árvore depois e cantou, cantou, cantou. Foi emocionante. Era D’us dizendo: cuida da barriga, vc está grávida. Voltei para casa, e praticamente não saí. Não tirava o prato da mesa. Da cama pro sofá. Suspendi tudo, fiquei em casa repousando. Saí de carro duas vezes. Assistia a todos os filmes da Net. Nossa, no segundo dia já não aguentava mais de tédio. As pessoas mais chegadas que sabiam vieram me visitar. Já estava até com cara de grávida! Aliás, estava me sentindo um balão, estava super inchada. Desde a transferência, estava tomando Evocanil e Primogyna. Mais a heparina, acido fólico e a vitamina D, é claro. Minha barriga tinha evoluído de queijo suiço para peneira. Mas estava valendo a pena. Quem sabe não vingariam os dois? Gêmeos! A gente colocava a nossa cachorrinha no meu colo e dizia que ela ia ter irmãoszinhos, que iam puxar os bigodes dela. Que ela ia ser irmã mais velha.
Todos os dias, o Má beijava a minha barriga e ia trabalhar.

Tic-tac


Voltamos na clínica Fertivitro assim que mestruei, em Julho.
Iniciaríamos o tratamento que nos desse as maiores chances. Aplicando anti coagulante a tempo indeterminado, não posso perder tempo. E tem o tempo das vacinas correndo, tic-tac, tic-tac. Vamos para a FIV! E com ICSI! Mestruei, liguei na clínica, agendei o ultrassom. Nesse dia, o doutor Luis estava viajando a Dra Fernanda quem me atendeu.
Entrei na sala, coloquei o avental, deitei. Comecou o exame. Hum, hum, hum. “Olha, Thaís, não vai dar para fazer o tratamento não. Tem um cisto aqui da última mestruação”.
Putis. Já não aguentava mais. Despenquei. Desabei. Me acabei.
Que vergonha da doutora, e de todos que estavam na clinica!!! Chorei descontroladamente.
Voltei para casa e chorei três dias sem parar. Não comia. Nada descia. Não entendia o porque de um caminho tão longo, de tantos nãos. Estava cansada. Exausta. O Má não sabia o que me dizer, ele apenas pedia para eu parar de chorar. Ele não conseguia lidar com a situação. Nem eu. Não tive a chance sequer de tentar. Não. Foi o que recebi.
Liquei na clínica dias depois, e fui me encontrar com a Dra Fernanda. Que vergonha!!! Pedi desculpas pelo meu descontrole, ela disse que estava acostumada, que era normal, que eram muitos hormônios, etc. E ela me explicou, que com sorte eu poderia retomar no próximo ciclo. Tic-tac. Um mês a menos de vacinas. Tic-tac. Não tinha escolha.

domingo, 7 de outubro de 2012

Vacinas


Em janeiro de 2012, resolvemos que ano novo, vida nova! Ligamos na RDO, marcamos uma consulta com o Dr. Ricardo. Levamos a maior bronca, porque tínhamos sumido, abandonado o tratamento. Mas estávamos ali, iríamos retomar o tratamento e sairíamos de lá grávidos! Ele nos pediu 1.457.976 exames, quase todos feitos na própria clínica. Aquela recepção cheia de grávidas felizes e casais fofos. Respirava fundo e pensava que eu ainda seria uma grávida feliz, era questão de tempo.
Na RDO, fizemos um tratamento com vacinas. Basicamente, o meu organismo produz anti corpos contra o sangue do Má. Ele descobriu isso através de um exame que detecta células NK (natural Killer). Nos propôs as vacinas. 3 mil reais de exames, 3 mil reais de vacinas. Ok. Então, mal o embrião se formava e PÁ! As maledetas células NK matavam os bebezinhos. Por isso não conseguia engravidar. Por isso nenhum embrião lá atrás foi pra frente. Fez sentido... E eu pensando mal da clínica.....
As vacinas demoraram 3 meses, no 4º mês, fiz o teste. Tive que tomar a quarta dose.
Ele também descobriu que tinha deficiência de vitamina D, e insistia que eu tinha que refazer aquele exame super dolorido. Me prometeu que na clínica dele não iria doer. Fiz com a Dra. Claudia Gazzo, uma fofa. Não doeu nada!! Mas o resultado do exame detectou que eu tinha uma endometrite, uma inflamação no endométrio. É diferente de endometriose. Eu teria que fazer uma raspagem do endométrio, tomar antibióticos e ficar um tempão sem ter relação sexual. Já estávamos acostumados. Transávamos só quando os médicos deixavam,nossa vida sexual já era pública. Depois, nada de sexo. E assim ia. E assim foi.
Fiz a raspagem no Hospital Osvaldo Cruz, tudo com a Dra. Claudia. Pelo menos agora eu tinha uma ginecologista que me dizia coisas diferentes de “relaxa que o neném vem”. Podíamos conversar, ela sabia o que era FIV, ICSI,NK, sem eu ter que explicar trinta vezes.
Depois da raspagem no hospital, voltei para o Dr. Ricardo, que antes de me dar “alta”, me deu uma injeção doída pra caramba. Ela se chamava Heparina, e eu teria que injetar em mim a partir daquele dia, até o dia do parto. Ele me explicou que sem a Heparina, eu poderia perder o bebê. Meu explicou com um nome complicado, mas sei explicar apenas assim. É um anticoagulante que me ajuda a “segurar”o bebezinho.
Tivemos “alta” no final de Maio/2012. Seis meses de vacina NK valendo, ácido fólico pela manhã, 1 vitamina D por semana e a tal da Heparina injetável todas as noites. Acrescentei hirudoid aos medicamentos, porque a minha barriga ficou cheia de roxos. O Má diz que quando eu tomo água, corro o risco da água descer pelos furinhos... kkkkkkk Me sinto um queijo suíço, isso sim. Mas cada noite que espeto a tal injeção, penso que vai valer a pena quando olhar para trás com o meu bebezinho no colo. Vai valer a pena. Sei que vai.
Tentamos Junho, nada. Um mês a menos de vacina. Tentaremos outro mês? Não, vamos pra clínica!

IIU - Inseminacao artificial


Retornamos para a Fertivitro em Agosto de 2011. Com um monte de exames, o Doutor Luis achou melhor fazer uma inseminação.
Era menos invasiva, menos cara, e tínhamos chances altas! Fizemos a inseminação em Setembro de 2011. Tomei os remédios. Bem menos remédios do que da primeira vez. Só fiz repouso no dia, de resto, vida normal. 15 dias depois, desceu. Ah, que desânimo! Que vontade de largar tudo...
O que eu mais queria naquele momento, era não querer tanto aquele filho. Mas não conseguia. Passei por um momento de revolta.
Agora, quando me perguntavam; “vcs não vão encomendar?” eu respondia que “estavamos fazendo tratamento”. As pessoas então me olhavam com aquela cara de pena e então diziam “relaxa que vem”. Grrrrrrrrr!!!!
As pessoas deveriam saber que é falta de educação se meter no planejamento familiar alheio. Mas não sabem. Não tem ideia. O final daquele ano foi um período difícil. Nosso casamento abalou, eu despenquei. Via uma criança na rua, meus olhos se enchiam de lágrimas. Podia estar ao lado de quem fosse, sem cerimônia. Se via uma grávida, pensava: “porque eu não consigo?” E se via no farol, aquelas crianças abandonadas, ou ainda aquelas drogadas grávidas, a minha vontade era de ir tirar satisfação, de bater boca, nossa, queria voar em cima.
Foi o pior período.
Foi muito difícil.
Tinha poucas pessoas para conversar.
Fui fazer terapia.
Pensamos em nos separar.
Foi complicado.

3z clinica - RDO


Fomos à RDO. Uma mega casa, super chique na Av Brasil. Grávidas e casais felizes na recepção. Aquilo me deu calafrios. Dr. Ricardo nos atendeu, e passou mais exames. Um deles, se chamava Histeroscopia. Muitos, fizemos pelo plano, que na época eu tinha Unimed. Marquei pela Unimed para fazer a Histeroscopia, no Tatuapé só um médico fazia, na Rua Apucarana, marquei no dia que ele podia. Fui lá, sozinha, era um exame simples, feito no consultório, coisa de rotina.
POR D’US, COMO EU SOFRI. COMO DOEU!
Doeu tanto, tanto, que pedi para parar. O médico (um açougueiro) falou assim: “é, acho melhor mesmo parar, não quero que você desmaie no consultório”. A dor era tão grande que não sei como não desmaiei no elevador. Saí de lá branca como papel, uma moça me parou no corredor e perguntou se precisava de ajuda. Não consegui responder, apenas entrei no carro e voltei para casa. O tal exame “simplezinho e indolor” era uma biopsia do meu endométrio! Não levei o exame para o Doutor Ricardo, e abandonei tudo.
Tentamos mais um tempo, de forma natural. O Má estava se animando mais, já pensava em ser pai. Tentamos mais um pouco. Tres dias antes. No dia, três dias depois. Reza. Poe a perna para cima. Mede a temperatura. Vê na lupa. Ovulei. Agora vai. E os meses foram passando. A cada 28 dias, a casa se transformava num velório.
No dia em que descia, chorava tanto que à noite o Má já sabia que tinha descido só olhando para meus olhos inchados. Quando saíamos, a pergunta: “e quando vem?” Nessa época, passei a dizer que não queria. Mas queria. Nossa, como eu queria!! Tomamos coragem. Juntamos dinheiro. Voltamos para a Clínica.

2a Clinica - Fertivitro


Chegamos à fertivitro em 2010. Uma bela casa na Avenida Indianópolis, uma foto de uma barriga na recepção, atendimento simpático. Muito diferente da Fertility... me sentia em casa. Conversamos com o Dr Luis, e ele não disse muita coisa. Nos pediu uma tonelada de exames. Nossa, como fizemos exames! Me lembro de ter feito os tradicionais, como os virais, ultrassom, mas ele me recomendou que fizesse um tal de histerossalpingografia, me avisou que doía, mas que tinha que fazer em um laboratório chamado cura (do lado da Fertility), com uma médica específica. Fiz. Até que não doeu.
O resultado foi bom, dizia que as minhas trompas não estavam interditadas ou interrompidas, o que nos possibilitava considerar a Inseminacao como alternativa.
Os meus exames deram ótimos. O espermograma do Má deu uma pequena alteração, eles continuavam preguiçosos, mas estavam mais espertos do que antes. Poderíamos fazer os tratamentos da clínica, mas ele nos recomendava que fossemos fazer exames mais específicos antes de fazer o tratamento. Nos encaminhou para outro médico. Ele ficou assustado quando soube que eu tinha enxaqueca há anos. Parece que existe um estudo que as pessoas que tem enxaqueca tem mais chances de ter trombofilia.
Se fosse o caso, ele preferia que fizéssemos os exames antes. Nesse período, resolvi ler a bula de remédios que eu tomava há anos para a minha dor de cabeça. Fui diagnosticada com enxaqueca aos 7 anos, tomava remédios fortíssimos...

sábado, 6 de outubro de 2012

Relaxa que vem, bem


O que sempre achei muito estranho foi que segundo a clínica, nenhum embrião vingou e chegou a blastocisto. Não houve NADA para congelar, dos 21 óvulos. 21 óvulos... dois anos de mestruação. Sempre achei muito estranho, cheguei a duvidar da clínica, imaginava que ela tinha roubado meus lindos óvulos.... acreditei nisso por muito tempo.
Resolvi voltar à minha ginecologista alguns meses depois, no fim de 2009. Ela me explicou que eu tinha que tentar um ano para poder fazer esse tipo de tratamento, bla bla bla... Mas nunca tomei anticoncepcional! Não usamos camisinha!! Mesmo assim... relaxa que o neném vêm. Ouvi isso mais alguns meses, da ginecologista e da família. Claro que os desavisados perguntavam:
“não vão encomendar?”
Mas a frase mais recorrente era mesmo: “relaxa que vem”. Até parece que o problema era emocional... Bem, relaxamos. Coloquei a perna para cima. Rezei. Comprei uma cinta liga. Entrei num curso de costura.Fiz strip tease. Entrei no curso de tricô. Comprei um termômetro basal. Uma lupa para avaliar a ovulação através da saliva. Saímos para jantar. Viajamos. Não digo que viajamos o mundo... mas conhecemos lugares incríveis! Que época boa a que “relaxei’: fomos para a Flórida, Caribe, Las Vegas, Los Angeles, Chile, China, Nova York, Amazonas, Bahia. Meu passaporte e meu visto nunca foram tão carimbados. Viajamos muito, curtimos para caramba. O tempo passou. Mas agora estava na hora de termos um filho. Conversei com uma amiga muito querida, a Amanda, e ela me indicou duas clínicas. Resolvi ir em uma delas, começar do zero.
Nesse tempo, indiquei a clínica para uma amiga que também estava tentando com Clomid. Dois anos depois soube que ela engravidou com a clínica, mas nunca me contou. Outra amiga, estava grávida mas pediu para que ninguém me contasse, já que eu não conseguia engravidar. Amigona esse hein? Chegaram até a concluir que eu não ovulava. Minha irmã me ofereceu óvulos. Caracas... produzi 21 óvulos... 21!!! Não quero gorar a gravidez de ninguém, não quero óvulo de ninguém, só quero ficar grávida poxa. E o pior, não tinha com quem conversar. Quando a gente se abre para alguém, acaba sempre ouvindo: “relaxa que vem”.
Quem inventou essa frase ridícula?????????

Primeira clinica - Fertility


Ele entrou na internet e marcou uma consulta para a gente numa clínica chiquéssima chamada Fertility. Doutor Assumpto, uma clínica na Av Brigadeiro Luís Antonio. Ele viu os exames, (um ultrassom e um espermograma) e nos disse que não tínhamos recomendação para uma FIV. Que provavelmente engravidaríamos sozinhos. Mas se queríamos fazer, que ele faria. Ah, nos empolgamos e já pensamos em um casal de gêmeos. Porque não? Tão fofinhos!!!
Poderia começar naquele dia mesmo o tratamento. E começamos.
A primeira leva de remédios foi em torno de 5 mil... o tratamento era uma fortuna... foi uns 30 mil de tratamento, mais outros 5 mil de remédios. Cada vez que íamos lá, ficávamos naquela recepção chiquérrima, um monte de casais, todos grávidos, e a gente. O Má ainda brincava que eles contratavam pessoas grávidas para nos dar esperança kkkkkk
Mas não precisaria de muito. Eu era jovem (26 anos), ele também, e a única coisa que tínhamos era uns espermatozoides preguiçosos. Só! Então era só ter um, unzinho.... e PÁ! Tomei todos os remédios... era injeção todo o dia.... Mas era por uma boa causa! Ultrassom a cada dois dias, e foi uma surpresa saber que eu tinha 21 óvulos! Uau...... 21 grandes chances...
Mesmo o meu ovário ruim, que eu tinha operado aos 14 anos, estava produzindo. Ele só era menor, mas estava respondendo bem à todo o tratamento. Fiz a aspiração, me lembro que fiquei sedada e acordei na clinica, sangrei bastante. Fiz o repouso e fui para casa. No dia 13/07/2009 fiz a transferência de dois embriões. Como sou muito nova, eles só transferem dois, porque as minhas chances de engravidar eram mais altas.
Voltei para casa, repousei todo aquele dia. Não repousei mais, levei vida normal, apenas não carregava peso. No dia do meu aniversário, acordei e fui tomar café da manhã. Que presentaço... minha mestruação desceu, num vermelho vivo que me lembro até hoje. Nossa, acho que aquele foi o pior dia da minha vida!!! Como eu chorei... liguei para a clínica, e o que ouvi foi: “não faça disso um velório”. Nunca mais voltei lá.

O nosso primeiro nao


A verdade é que ele não imaginava que seria pai tão cedo, ele queria esperar mais um tempo. Eu não, queria ser mãe. Dois, três, quem sabe quatro filhos? Tinha que começar cedo, não queria ser mãe velha.
Depois de um ano de casados, não conseguimos engravidar. A médica pediu que ele fizesse um espermograma, e deu pequenas alterações. Fiz o ultrassom e tudo bem. Quando fui levar o exame, a médica falou que não conseguiríamos ter filhos, que a motilidade (a velocidade que os espermatozoides correm) dele era lenta, e seria impossível. Que se eu queria ser mãe, que procurasse outro marido. Até hoje não entendo o porque não dei um tapa na cara daquela %$&*.... escutei tudo, paguei a consulta, saí do consultório e entrei no carro. Foi a primeira vez que chorei. Nossa, como chorei.... Morava no Tatuapé, peguei a Radial Leste toda parada.... Chorei de soluçar naquele transito...
Hoje sei que a médica não está correta. Que existem N alternativas, N saídas... Que somente não pode engravidar a mulher que não tem mais óvulos. Mas mesmo assim, pode receber óvulos doados... Mas naquela época, não sabia de nada.
Cheguei em casa, contei para o meu maridinho. Lindo... ele falou que iríamos onde fosse, que não aceitaríamos o NÃO. E foi o que fizemos.

E tudo comecou....


Tudo começou...
Não me lembro o dia em que descobri que ia ser mãe. Nasci sabendo. Quando criança, minha irmã (mais velha) dizia que ia ser magnata (rsrsrsrs) e eu dizia que ia ser mãe. Sempre soube que seria mãe. Tive apenas uma irmã, e combinamos que a mais rica teria quatro filhos, e a outra teria três, porque assim teríamos uma família grande. Achávamos lindo o meu primo ter onze primos... Coisa de criança...
Daí cresci, resolvi ser médica e me formei em arquitetura (tudo a ver, mas quem me conhece entende... sou assim mesmo). Quando estava na faculdade, me achava uma velha... me formei com 22 anos, sempre achei que me casaria no fim da faculdade. Encontrei meu grande amor, o Marcio, aos 24 anos, nos casamos no ano seguinte, em 2007. Eu tinha 25 anos. No dia da nossa lua-de-mel, fiz o pedido: “Má, me dá um filho?”. Foi ali, naquele momento, que tudo começou.